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sexta-feira, 1 de junho de 2012

PARIS (2010)

Ah... Paris!
Bom, todo mundo já está cansado de saber que Paris é uma cidade indiscutivelmente linda mas é a sua grandiosidade que salta aos olhos. Andar pelas ruas é uma experiência incrível - mesmo para nós que não sabemos uma só palavra em francês.  Chegamos em Paris no meio da manhã em uma viagem de trem de Bruxelas que levou cerca de 2 horas (cerca de 150,00 ticket para 2 pessoas). Depois de andarmos bastante até chegar ao hotel (ficamos no Ibis de Bercy), nos instalamos, pedimos algumas informações sobre os transportes públicos que atendem a região e saímos rumo ao Quartier Latin que, mais tarde, tornou-se nosso local preferido na cidade.
Algo importante a falar sobre o transporte em Paris. A cidade é super bem provida de uma rede extensa de metrô (várias linhas interligando toda a cidade com os mapas da rede em todas as estações) e ônibus. Os pontos de ônibus atendem poucas linhas e todos tem os mapas dos itinerários de cada linha. Além disso - e o mais inacreditável para nós - em todos os pontos há um painel com os horários de chegada do ônibus naquele ponto. E é absolutamente pontual. Há a venda nas estações de metrô um ticket (6 Euros) que permite usar toda a rede de transporte público da cidade naquele dia. Ou seja, você compra o ticket e pode andar no metrô e nos ônibus quantas vezes precisar. 

                                           Notre-Dame

Não consigo sequer descrever a emoção de de repente olhar pela janela do ônibus e ver a catedral de Notre-Dame! E já que minha vontade era não perder nem um segundo do tempo raro que teríamos para conhecer a cidade, descemos. Como já era hora do almoço, procuramos um restaurante e entramos num que parecia minimamente agradável quase em frente a ponte que leva as ilhas.

Aqui cabe um grande parentese: almoçar em Paris não uma simples refeição, é sim uma experiência sensorial inimaginável, que demanda tempo, paciência e muita mas muita  disponibilidade para observar a arte  do espaço da culinária para os franceses. Como já falei, entramos num restaurante  pequeno que tinha o menu do dia escrito na parede toda decorada ao redor de temperos, especiarias, garrafas de vinhos enlatados e um imensa variedade de alimentos não perecíveis. Lá fomos atendidos pelo único garçom da casa e que também era o cozinheiro e o caixa, um pequeno negócio mesmo!!! Obviamente pedi o menu completo com entrada, prato principal e sobremesa acompanhado de uma boa taça de vinho bourdeaux, e tudo foi simplesmente maravilhoso. Novamente vale lembrar não é possível almoçar bem em Paris em menos de duas horas. Então,  como essa é uma experiência que vale a pena, reserve um tempo em seu roteiro para isso.
Saímos do restaurante já por volta das 13 horas, e rumamos para as ilhas, demos uma volta na parte externa da catedral onde vimos um pedaço de um show de ska. Depois entramos na catedral que sinceramente é mais bonita por fora. Saímos, rodamos um pouquinho pela ilha e depois retornamos ao Quartier Latin, agora queríamos encontrar alguns pontos turísticos, caminhamos até a o prédio do College de France, passamos pelo Panthéon, e retornamos a margem no caminho  encontramos a Shakespeare & Co, a livraria que aparece no filme "Antes do por do sol", simplesmente ali.

College de France



          Shakespeare &Co



  
                                             Panthéon

Como da margem era possível ver a Tour Eiffel e olhando no mapa não parecia muito longe optamos por ir caminhando e, obviamente, passando por todos os pontos legais do caminho, o que foi uma caminhada e tanto já que a todo momento nos dispersávamos com um ou outro lugar ou monumento famoso. Passamos em frente a ponte que leva ao Louvre, ao museu D´Orsay, ao Hotel dos Inválidos e como o fim da tarde estava quase chegando decidimos comprar um vinho para degustar no jardim da torre.

                                            museu D´Orsay

Chegando ao jardim depois de toda essa caminhada no calor do verão parisiense tomamos o vinho lentamente como se cada gota servisse para aliviar as dores nas pernas e pés cansados. Ficamos horas admirando a construção, as pessoas que passavam, a cidade em volta, e descobrimos o seguinte: Paris é um lugar para contemplar!  Terminado o vinho decidimos entrar na longa fila para subir até o segundo andar da torre. A vista lá de cima é impressionante e olha que não fomos na parte mais alta. O ticket até este andar foi de 8,10 Euros por pessoa. 
Descemos e ficamos novamente no jardim, já começava a escurecer quando as luzes foram acesas e um coro de "ohhhhhh", tomou toda a praça. Nosso primeiro dia terminou aqui e tomamos o metrô - cerca de dois quarteirões da praça da torre - de volta ao hotel.

                                           Tour Eiffel

No segundo dia acordamos cedo e fomos conhecer a Champs-Elysees, a mais requintada avenida de Paris. Começamos no Arc de Triomphe e caminhamos até o Louvre, passando pela imensa quantidade de boutiques de grandes  - e CARAS - grifes de moda, acessórios e tecnologia. De lá seguimos caminhando até os Grands Boulevards e as "Passagens" (ruas fechadas e cobertas, como galerias, muito antigas) onde vimos relíquias e antiguidades fantásticas que   fariam qualquer comprador compulsivo perder a cabeça. Como já havia lido em vários guias que a melhor hora de ir ao Louvre era ao final da tarde, pois não haveria fila, voltamos ao hotel por volta das 15 horas, descansamos um pouco e saímos as 16 rumo ao museu. Chegamos e não havia filas. A entrada é monumental, você passa por grandes arcos e adentra um pátio imenso de onde se avista a famosa pirâmide de vidro, que marca a entrada. Não havia filas e pagamos 6 euros de entrada. Este também é um local inenarrável só indo para ver. Mas seja honesto com você mesmo e reserve um tempo a mais porque é mico entrar só para ver a Monalisa e ir embora! Minha dica é reservar um pouco mais de dedicação as obras da idade clássica e do antigo Egito, que são de tirar o fôlego. Ah não deixe de descansar os pés na fonte em frente ao museu ao final - isso é fundamental depois de horas de caminhada e uma tradição dos turistas.

Espelho D'água do Louvre

Depois de uma tarde cultural estávamos empenhados e descobrir a noite local e, por indicação de uma conhecida, fomos parar novamente na região dos Grands Boulevards - que foi um fiasco total. Então, saímos de lá e descobrimos a Rue de Lappe  na Bastilha, que é uma versão francesa da Lapa do Rio de Janeiro, muita gente na rua, bares, casas de shows e boates por todos os lados, era isso que procurávamos!

No dia seguinte começamos nosso roteiro numa feira livre em Montmartre, que foi bem menos do que eu esperava, mas foi muito legal conhecer a parte  menos turística da cidade, cheia de imigrantes de todas as partes do mundo mas principalmente africanos e árabes. Foi como conhecer outra Paris. Da feira caminhamos rumo a Sacré-Coeur e novamente conhecemos mais um mirante da cidade - depois de uma IMENSA escadaria. Há teleféricos para subir, mas optamos por uma alternativa mais "saudável". De lá entramos pela rue des Abbesses que estava cheia de pessoas, lojas, restaurantes, grupos de música, o máximo! Novamente aqui decidimos em gastar nossas valiosas horas num almoço divino, que sem sombra de dúvida foi a melhor comida de toda a minha vida! No caminho de volta descemos pela rue Lepic onde há o bar onde foi filmado o filme "O Fabuloso Destino de Amélie  Poulain" - e até demos um tchauzinho para o anão de jardim que decora o local e que é uma das "estrelas" do filme. Na descida ainda passamos pelo famoso Moulin Rouge, o mais famoso cabaré da cidade, quase em frente a estação do metrô.  

A próxima parada seriam as "praias do Sena". No verão, as margens do famoso Rio que corta a cidade são recobertas, em alguns trechos, de areia e os parisienses usam o local, de fato, como uma praia. Pessoas tomam, sol, caminham, crianças brincam, há apresentações musicais - até um grupo de pagode nós encontramos (!!!). Um passeio que é ideal para o final de tarde, acompanhado de um vinhozinho e curtindo o visual incrível da Rive Gauche (como é chamada a margem esquerda do Sena). 

Resolvemos então explorar a vinda noturna do Quartier Latin e descobrimos um lugar genial: a Place de la Contrescarpe, próxima a estação de metro Cardinal Lemoine. Rodeada de bares, restaurantes e casas noturnas, e cheia de musica e pessoas andando para todos os lados. Descobrimos ali o melhor lugar da cidade. Foi sentada nessa praça e tomando um excelente vinho bourdeaux acompanhado de uma tábua de típicos queijos franceses que falei a frase mais cínica de toda a minha vida: "Sabe: eu não preciso de muito pra ser feliz!"



Nosso último dia em Paris começou com nossa busca por lugares interessantes em Montparnasse, onde ficam as famosas catacumbas da cidade. Entretanto, a fila gigantesca para entrar nos desanimou. Caminhamos pelo bairro (caminhar, amigo: esse é o motivo de qualquer viagem!)  mas como já estávamos exaustos não conseguimos muitas coisas por ali, e como ainda queríamos ver o Centre  Pompidou - o famoso museu de arte contemporânea da cidade - decidimos já ir andando. O entorno do Centre é um excelente lugar para relaxar, ver pessoas, tomar um sorvete INCRÍVEL (o sorvete da rede Amorino) e ver a bela arquitetura parisiense. 

Nossa tarde nesse dia terminou novamente na praça do Quartier Latin onde recebi uma massagem de graça acompanhada de mais um inesquecível vinho Bordeaux. um bom final!