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segunda-feira, 18 de março de 2013

ESPANHA - Top 5 Barcelona

                                           Rambla de Barcelona. Estátua de Cristóvão Colombo.

Que coisa boa escutar e falar espanhol dentro da Europa. E que barato poder curtir o friozinho-que-não-congela-mas-é-intenso das terras de Cervantes! Decidimos pegar a temporada de final de ano pra conhecer o que a Espanha tem - e tem muita coisa boa, viu? Seguem aqui algumas dicas básicas gerais, daquelas que sempre atormentam à todos antes de viajar, e um rápido top 5 destas duas cidades incríveis: Barcelona e Madrid!

Chegando no país

Chegamos em Barcelona, em um vôo via Frankfurt. A imigração foi feita na entrada pela Alemanha. E foi MEGA TRANQUILA! Como recomendação para "desencanar" na imigração, leve sempre: 
- passagens de volta impressas; 
- Comprovação das reservas de hotéis; 
- Seguro de viagem (com cobertura de EUR 30.000,00 que englobe assistência médica/hospitalar e repatriação sanitária); 
- Em caso de translado pelo país ou em países vizinhos, é ideal levar os comprovantes dos tickets de trem ou aéreos;
 - Dinheiro suficiente para comprovar que pode se manter. O ideal são, no mínimo, 60 Euros por dia, por pessoa.

Ao chegar em Barcelona, passamos direto, sem imigração (pois já haviamos feito em Frankfurt). Logo na saída do Aeroporto, a melhor maneira de chegar na cidade (até a Praça da Catalunya, "coração" de Barcelona) é o AEROBUS, uma linha de ônibus que liga o aeroporto ao centro, com apenas 3 paradas no percurso e que tem ponto final na praça. Sai de 10 em 10 minutos e custa 5,50 Euros. Também há o metrô (com uma estação no próprio Aeroporto) mas, como nosso Hostel ficava próximo a praça, preferimos o ônibus pra não precisar fazer baldeação com as malas. 
Em Madrid há o mesmo serviço, com mais pontos no trajeto e com o preço de 6 Euros. Super rápido e tranquilo e, igualmente, EM FRENTE a entrada do Aeroporto. Facílimo! 

BARCELONA

A capital da Catalunya é de fato uma das cidades mais incríveis da Europa. Grande sem cara de metrópole, cosmopolita como Londres mas sem a correria da cidade inglesa, com um povo diversificado e orgulhoso de suas origens e de sua história - não se arrisque a perguntar a um morador da cidade se ele é espanhol, pois a maioria dirá: "sou Catalão"! Fomos no inverno, em Dezembro. Frio ameno, cerca de 9, 10 graus de dia e 5 a noite, em média. Não é congelante e é beeem agradável de caminhar pelas ruas. 
Os guias de viagens já têm tudo sobre os principais pontos turisticos da cidade. Por isso o que segue é um breve TOP 5 de nossos programas preferidos de Barcelona!

1) A cidade de Gaudi
Ok, ok TODO MUNDO fala das obras do artista catalão quando se refere à Barcelona. Mas se falam, é porque é isso mesmo e muito mais. Reserve um dia, pelo menos, para dedicar aos pontos de visita dele, em especial: Parque Guell, um parque enorme onde os detalhes são o que há de mais incrível. E o melhor, a entrada é GRÁTIS (coisa rara na cidade). Esqueça a obra do lagarto da fonte da entrada, onde todos se acotovelam (literalmente) para fotografar. Caminhe acima e verá o incrivel salão todo coberto com mosaicos de azulejos detalhadamente montados. Mais acima, a praça panorâmica permite uma vista incrível da cidade e ainda tem os bancos todos ergonomicamente montados em volta, ideais para um descanso e contemplação. Aliás, esta é a palavra do parque: contemplação. Reserve uma manhã ou tarde inteiros, pois cada passagem, cada corredor, cada trilha tem um detalhe, uma surpresa.

                                                           Parque Guell

Em seguida, pegue o metrô e vá até LA PREDRERA (Casa Milá), a fantástica casa ondulada feita pelo artista em pedra. Agora prepare o bolso: a entrada custa "módicos" 20 Euros. Dali, uma caminhada boa te leva até a (incrível, fantástica, impactante...) Casa Batlló, uma casa de 6 andares reformada por Gaudi que não apenas realizou em sua fachada uma verdadeira obra de arte como fez, de todo o interior, uma intensa transformação. É cheia, lotada de detalhes incríveis.

                                                           Casa Batlló

A visita fica bem mais divertida com o audio guia que é alugado na entrada e que vai, em cada parada da casa, contado a historia daquele trecho. Agora, a entrada também é azeda: 16 Euros. Mas, quer saber? Não tibueie e pague, porque vale cada centavo!
O melhor é que este trajeto é próximo e você pode fazer (com alguma disposição) todo a pé!

2) O Mercado de La Boqueria
Bem no meio da Rambla - a famosa avenida de pedestres que liga a Praça da Catalunya ao mar, emerge um mercado. Mercado, destes que tem em São Paulo, em BH, etc. Mas ao entrar você vê que tem um "algo mais". É bonito, é diversificado, é colorido, tem bares, restaurantes, tem cores, tem vida! E ainda encontrei lá o meu boteco (literalmente, botecão) preferido na cidade - o "el Kit-Kat", bem no fundão do mercado, à direita da entrada. Mas, atenção: obviamente, tudo na entrada ou perto dela é mais caro. O mesmo suco que custa 2 Euros na entrada custa 70 centavos mais adiante, no meio do Mercado.



3) Museo Picasso e bairro Gótico
Entre ruelas medievais e ruas de pedras, o bairro gótico é um convite a, literalmente, se perder. E isso é bom e nós fizemos muito. Simplesmente esqueça o mapa e se perca por estas ruas que, por momentos, fazem você se sentir em outra época. Cada detalhe de cada construção vale à pena ser apreciado. E entre outros tantos prédios, de repente você chega a entrada do Museo Picasso, onde boa parte da obra e a vida do pintor estão expostos. São 11 Euros mais 4 no audio guia (indispensável, na boa) que te permitem passar horas acompanhando, cronologicamente, a vida do pintor e escultor (éé, essa eu fiquei sabendo lá) através de suas obras. E é duca!!



4) Montjuic e Barceloneta
O castelo de Montjuic é um dos mais belos pontos de visita não apenas de Barcelona, mas da Europa. No alto do monte do mesmo nome, é um castelo gigante que fica de frente para o Mediterrâneo. O acesso se dá pelo teleférico que, por sí só, já vale o passeio. Chega-se até lá pela linha verde do metrô, até a estação Parallel. Mas atenção: não saia da estação! Dentro dela mesmo, sem passar pelas roletas de saída, há uma transição para um plano inclinado que leva até a estação do teleférico, na base da montanha. Lá, por 11 Euros, você compra o ticket ida-e-volta para o Castelo. São cerca de 5 minutos de subida em pequenos compartimentos fechados para 4 pessoas, com janelas panorâmicas para poder curtir o lindo visual da cidade.
E a chegada ao castelo é... é brother, é deslumbrante. O castelo, construído no século XVI, é hoje um patrimônio da cidade, com sua linda vista do porto e do mar mediterrâneo e com cafés e lojinhas em seu interior. Todas as instalações, salas, canhões e observatórios estão maravilhosamente preservados e contam um pouco da história de luta e resistência do povo Catalão.

                                              Mirante do Castelo de Montjuic

Descendo de volta à estação de Parallel, pode-se caminhar ou andar uma estação até Drassanes e chegar ao final da Rambla, no remodelado complexo do porto de Barcelona, bem em frente a famosa estátua de Cristovão Colombo. A caminhada pela orla até Barceloneta, bairro litorâneo com muitos bares, restaurantes e a bela praia é o melhor programa para uma tarde de sol. E se tiver fome, não deixe de comer no maravilhoso La Bombeta, em Barceloneta: um restaurante especialista em peixes e frutos do mar com aquele climão old school que tanto amamos.


5) Os bares de Barcelona!
Barcelona tem uma vida cultural e noturna agitadíssima! E o povo curte comer e beber bem, assim como os autores deste blog. O que não faltam são opções de excelente gosto pela cidade, em especial pela região do centro e bairro gótico.
Mas alguns lugares conquistaram nosso coração. Começando pelo top, o "the best" o nosso mais novo boteco de estimação, o maravilhoso "El Xampanyet". Bem em frente à entrada do Museu Picasso, na esquina da carrer De L'arc de san Vicenc com Montcada. É uma taberna estilo antigo, com tapas maravilhosas por 2 Euros, cerveja gelada, espumantes e vinhos e um clima pra lá de descontraído: ficamos um tempo em pé, no balcão, comendo e bebendo e depois migramos para um barril, na porta. E lá é assim: você chega no balcão, pede e abre uma conta. E vai pedindo, vai comendo, vai saboreando e curtindo o clima do pico - SEMPRE cheio!! E não deixe de provar o pimentão recheado com requeijão de lá.

El Xampanyet

Mais para o centro, na rua atrás do lindo MACBA - Museu de arte contemporânea de Barcelona, fica o Runaways. Um bar de rock. Mesmo. Cerveja e bebidas em geral no balcão, escuro com poucas luzes, mesas improvisadas em cima de barris e nos cantos, pôsteres de The Smiths, Joy Division, Clash, salgadinhos free pra deixar sua boca salgada para que você beba mais e rock nos alto falantes. Rock de qualidade. Pra beber muito e curtir um som.
Mas aí bateu fome, né? Sem problemas. Suba duas ruas acima (Calle Tallers, 75) e chegue no Club de La Hamburguesa. Hamburgueres gigantescos, bebida gelada e um clima de bar.


EM BREVE: o Top 5 Madrid!







quinta-feira, 19 de julho de 2012

Buenos Aires - o clichê e o alternativo.





Buenos Aires é, provavelmente, a cidade fora do Brasil com mais brasileiros por ano. É cada vez mais comum escutar português em meio as calles da cidade, lotada de conterrâneos ávidos por compras e pela boa valorização do Real frente ao peso. 
Sempre que vamos buscamos lugares diferentes para conhecer e ficar. E para hospedagens, recomendamos fortemente dois locais, voltados aos viajantes de baixo custo como nós:
Um é o Mansion Hostel. Um hostel naquele estilo europeu, sabe? O cara pega um andar de um prédio residencial, adapta os quartos e faz um hostel. Simples, rustico e aconchegante. Mas, principalmente, barato e NO MEIO do burburinho da La Valle. 
O outro é o (famoso) Milhouse. É um típico hostel, com o que isso tem de melhor e pior. Quartos confortáveis, acomodações com banheiro boas, preço mais ou menos (mas, mais barato que hotéis) e um bar bem bacana no térreo. Com todo o barulho e agitação juvenil que um bar dentro de um hostel oferece. Mas vale! 
Mas para além do que os guias de viagem apontam o que ver em Bs As? Algumas idas à cidade nos últimos anos nos trouxeram boas surpresas e algumas dicas. 

COMPRAS: as ruas La Valle e Calle Florida – bem no centrão da cidade, perto da famosa avenida 9 de mayo - são opções fáceis e abertas até de madrugada, com muitas lojas de roupas e artigos esportivos, principalmente. Nelas também há muitas cafeterias maravilhosas. Na La Valle, chamam a atenção os restaurantes ótimos e baratos e as lojas que abrem tarde – papo de 10 da manhã – e fecham muuuuito tarde também. Até alguns anos atrás era um lugar bastante tranqüilo, mas hoje em dia é bom ficar de olho aberto. A crise fez com que após as 11 da noite seja bom ficar com um olho na missa e outro no padre. Mas nada comparável à paranóia de caminhar pela avenida Rio Branco, no Rio, na madruga.
Na Calle Florida se localiza a Galeria Pacifico, um shopping improvisado em uma antiga casa que abrigava uma galeria de arte no século passado, e que na reforma recebeu pinturas nas paredes dos principais artistas argentinos e é muito bonita. Do subsolo é possível ver belos desenhos no teto do local. Há um centro cultural dentro do shopping que apresenta, em alguns dias, shows de dança e musica. A programação costuma ficar dentro do próprio centro, em banners.

Galeria Pacífico

A Av. santa Fé é enorme, tipo N.S. de Copacabana, e vale um bom tempo de caminhada, pois há dezenas de lojas de grandes grifes com preços convidativos (Nike, Puma, Adidas, perfumaria, etc), além de uma grande variedade de galerias e tipos de comércios: roupas, cds e DVDs sapatos, eletrônicos, etc. Uma opção “rockeira” é a BONDSTREET, estilo galeria do rock, que fica no nº 1670 da Santa fé, quase na esquina com Callao. Para chegar em um bom ponto de compras na Sta Fé, pegue o metrô linha verde e salte na estação Callao e desça daí em diante no sentido dos carros. Vá sem pressa, pois há muito que ver. 
Ainda na Sta Fé fica El Ateneo, um antigo teatro que se tornou uma gigantesca livraria, mas manteve as linhas arquitetônicas clássicas e que remetem à uma época de ouro da cidade portenha.   

El Ateneo

Outra boa opção, mais voltada às livrarias e cafeterias, é a avenida Corrientes, com um comércio variado e muitas opções culturais. E é na Corrientes que ficam padarias maravilhosas que vendem chocolates artesanais. Também na Corrientes, cerca de 4 quadras depois do obelisco fica a Musimundo, a maior loja de discos de Bs As (vale uma hora de rolê fácil). Pegar o metrô linha vermelha saltar na estação uruguay – já é um bom ponto para caminhar e ver livrarias e confeitarias!
Aos finais de semana, duas grandes feiras valem a visita: A feira da Recoleta (que na verdade começa aos Sábados), na praça do bairro (que parece mais uma feira hippie, mas tem quadros, roupas e badulaques maravilhosos), e a Feira de San Telmo (sensacional, todos os Domingos, uma rua enorme com peças de antiquários, roupas, livros, artesanato, mobiliário, peças políticas, etc). A feira de San Telmo se estende por ruas e ruas indo terminar (ou começar, dependendo do ponto de vista) na Plaza de Mayo. É uma pequena amostra do universo cultural portenho, não deixe de ir. Lá vale a pena passar quase um dia todo! Na região de San Telmo aproveite para visitar as cervejarias artesanais que existem lá e que além das excelentes cervejas locais vende também uma grande variedade de cervejas belgas e inglesas.
Finalmente, não deixar de conferir as Outlets de Villa Crespo: Avenida Córdoba, mais especificamente, pelo trecho que fica entre as ruas Gurruchaga y Scalabrini Ortiz. Lojas de marcas com preços beeem baixos. Bairro Palermo viejo.

Para Beber e comer: Buenos Aires é a capital mundial das cafeterias. A cada dois passos você encontra uma, cada uma mais maravilhosa que a outra. Não deixar de experimentar um ”EMPANADO”, salgado típico local - parece uma esfirra, mas muito mais gostosa. Os restaurantes de San Telmo e da Recoleta são todos excelentes, em especial os italianos – comemos massas inesquecíveis na Recoleta a custo menor que 40 pesos, isto é menos que 25 reais. Meu restaurante predileto na cidade, entretanto, ainda é o Los Imortalles, na calle La Valle. Em La Boca há várias casas de Parrila – o churrasco argentino. Muito apetitoso, mas um pouco exagerado. Eles trazem a chapa para a mesa empanturrada de carne de todos os tipos. Os vinhos locais, de vinícolas das províncias de Buenos Aires são ótimos e um pouco mais baratos. Vale experimentar o “Cuesta Del Madero” e “Pequena Vasilla”.
Na Argentina a cerveja quase que só é vendida a litro – há poucas garrafas de 750ml. A Quilmes é a cerveja popular de lá, gostosa. Mas não morra sem procurar uma das duas sedes da chopperia Buller – no centro, na rua Paraguay (quase na esquina da Calle Reconquista) e na Recoleta – onde se produz, um chopp de tirar o chapéu (um pouca caro, mas vale cada centavo). Nela é servida uma régua com todos os tipos de cerveja da casa como amostra.

Régua de provas do Buller

Igualmente imperdível, para os apreciadores de cervejas artesanais, é um passeio pelo bairro de San Telmo, que tem excelentes cervejarias artesanais locais. Os pub’s deste bairro também tem excelentes cervas gringas e argentinas. É a melhor night, junto com Palermo!
Um programinha clichê, mas imperdível, é tomar um café da manhã no famoso e tradicional Café Tortoni. Arquitetura clássica, ambiente old school e muita tradição. E um café completo que cura qualquer ressaca!

Café Tortoni

Finalmente, não vá embora sem procurar uma das filiais da sorveteria FREDO, uma experiência inesquecível, que torna qualquer sorvete brasileiro coisa de criança.

Transportes: as linhas de ônibus operam somente com moedas, o que torna difícil andar neles – ou se tem 3 pesos em moeda sou espere  para ser maltratado pelo motorista. A melhor opção para se deslocar é o metrô. Há várias estações e linhas, bem sinalizadas e que cobrem todo o setor turístico e comercial da cidade, até a meia noite. Os tickets são comprados nas próprias estações e custam 2,50 pesos. O metrô de Buenos Aires foi o primeiro da América do Sul, inaugurado em 1913, e é um símbolo de que a capital já viveu uma época grandiosa no passado. Os vagões são um charme de tão poéticos. Ladrilhos decoram quase todas as estações, mas hoje em dia já trazem marcas do passado, com a falta de cuidado e o desgaste do tempo. Existe um mundo dentro dos metrôs portenhos, com bancas de revistas, lanchonetes, lojas de roupas e músicos tocando em troca de moedas. Em Buenos Aires existem 5 linhas de metrô, sendo possível fazer baldeações entre elas. Uma boa dica são os mapas que ficam na entrada das estações de metrô. Muitos deles trazem um mapa de toda a cidade e como o passageiro precisa se locomover para chegar a alguns dos 46 principais pontos históricos.
Outra opção válida são os táxis, bem mais baratos que aqui (ATUALIZANDO EM 2013: NÃO SÃO MAIS BARATOS COMO ANTES....). Mas quando embarcar em um prepare-se para dar o endereço em esquinas – por exemplo: “quero ir na avenida santa fé com Corrientes”. Eles só entendem as coordenadas assim, e não são dos mais simpáticos.
Na chegada ao aeroporto, caso você não tenha translado, opte pelos táxis oficiais – você paga uma tarifa fixa até o centro de Bs As de cerca de 150 pesos. O ônibus que leva ao centro custa 50 por pessoa, então o táxi sai mais em conta.

Para visitar: a avenida 9 de Junho e a Plaza de Mayo (principalmente as quintas-feiras à tarde- a partir da 15 hs, quando ocorre a manifestação das Madres de La Plaza de Maio) são passeios obrigatórios. Na Plaza de Mayo ficam também o palácio de governo – a Casa Rosada – e a catedral de Bs AS. Ambas têm passeios guiados.
Um passeio pela beira do Rio da Plata em Puerto Madero é delicioso, em especial no fim de tarde, vale fazer com a pessoa ideal ao lado. Caminhar pela Calle Florida de madrugada sempre reserva surpresas, como casais fazendo shows de tango ao ar livre. O shopping “Galeria Pacífico” é impressionante, parece uma galeria de arte, você esquece que está em um shopping, fica perto da calle florida e vale o passeio.
O Caminito, em La Boca, tradicional ponto turístico é, de fato, um passeio que vale uma tarde. Lindas ruas, muuuito comércio e várias galerias de arte ao ar livre, um charme. A dica é não comprar nas ruas mais badaladas do Caminito e sim descer até o Porto onde há galpões enormes que vendem as mesmas coisas a presos bem mais acessíveis. E fique ligado: no Caminito sempre há uma dançarina ou um dançarino se oferecendo para tirar fotos com o turista. Você chega, elas te agarram, você fotografa e depois elas te cobram 5 pesos pela foto!! Corra das moçoilas!
A Recoleta é um elegante e sofisticado bairro de ruas arborizadas, onde as principais atrações são seus cafés e restaurantes, antiquários, um complexo cultural e o Cemitério da Recoleta. Todas as ruas trazem muitas árvores, e na Recoleta é possível encontrar alguns espécimes com mais de 300 anos. O Centro cultural Recoleta sempre tem boas exposições de artes plásticas, um pátio com vista para o bairro onde vez ou outra rolam shows e um belo jardim interno. Mas o bacana é passar uma tarde de Sábado estirado na grama do jardim da Recoleta, curtindo os shows de musica que rolam, de artistas locais.

Jardim da Recoleta

Além disso, o estádio La Bombonera é um passeio obrigatório. O passeio em dias normais pelo campo custa 6 pesos. Em dias de jogos, é torcer pra sobrarem ingressos ou comprar em agências – 80 dólares em média com translado e ingresso. O Estadio Monumental de Nuñez, do River Plate, é muito bonito também, mas um pouco mais distante.
San Telmo com seus antiquários e a famosa estátua da Mafalda (esquina das ruas Defensa com Chile) e os museus de Palermo são bons passeios também. 

Estatua da Mafalda em San Telmo

O Jardim Japonês é uma coisa linda, vale uma tarde (Av. Figueroa Alcorta y Av. Casares. De metrô, pegar a linha D, Est. Scalabrini Ortiz. (8 cuadras aprox.)
Particularmente, o "passeio" que mais me mobilizou na cidade até hoje foi a visita ao Espacio Memoria y Derechos Humanos, antiga sede da Escola da Marinha. Trata-se de um lugar em memória aos torturados da ditadura Argentina. Lá, durante a ditadura, funcionou um dos maiores centros de detenção, tortura e prisão clandestinos do terrorismo de Estado e é um programa obrigatório para os militantes de Direitos Humanos e para todos aqueles que não compartem do esquecimento – as visitas devem ser agendadas com antecedência pelo e-mail: visitasguiadas@espaciomemoria.ar
Ainda para os militantes, a Universidade Popular das Madres da Plaza de Mayo, na Plaza de la Independencia (calle Hypolito Yrigoyen) é um bom programa, com uma livraria incrível e toda a historia das MADRES. Quase ao lado da Universidade há um centro Anarquista chamado Punto de Encuentro, da editora Lavaca, que tem cafeteria, roupas artesanais, livros alternativos e políticos, discos e DVD's.  
Mas o que Buenos Aires tem de melhor é a possibilidade de “descobri-la” livremente, caminhando sem rumo pelas suas ruas. 

Night: Em Palermo há bares e pubs do caralho! A Plaza Cerrado neste bairro tem bons bares a preços convidativos. O pub “MONDO BIZARRO” (Serrano 1222, palermo), é um bar “muderninho” que toca Ramones direto – é o meu preferido na viagem! As cafeterias do centro com seus vinhos artesanais também são boas opções, assim como os bares da praça de san telmo – com decoração antiga e boa musica. No  microcentro (perto da la Valle) há váários pubs irlandeses, entre as avenidas Corrientes e Córdoba, além de bares bacanas pra ficar bebendo e ouvindo musica.
O famoso “Boliche do Roberto” também é uma opção para quem quer assistir tango “de raiz”, sem turistas e apenas com os moradores da cidade (fica na calle Bulnes, 331, em Almagro). Rola as quintas e sextas, a partir das 11 da noite. É um botecão mesmo, mas com um clima intimista e a musica, linda de morrer!

Boliche Del Roberto

Há um clube onde, aos Sábados, tem um “baile” em que durante a noite são dadas aulas de tango, dança de salão, etc. No meio do baile. Se chama La Viruta, e fica no bairro Palermo Viejo (calle Armenia, 1366). Bem, nos divertimos horrores lá e dançamos pra caramba!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

PARIS (2010)

Ah... Paris!
Bom, todo mundo já está cansado de saber que Paris é uma cidade indiscutivelmente linda mas é a sua grandiosidade que salta aos olhos. Andar pelas ruas é uma experiência incrível - mesmo para nós que não sabemos uma só palavra em francês.  Chegamos em Paris no meio da manhã em uma viagem de trem de Bruxelas que levou cerca de 2 horas (cerca de 150,00 ticket para 2 pessoas). Depois de andarmos bastante até chegar ao hotel (ficamos no Ibis de Bercy), nos instalamos, pedimos algumas informações sobre os transportes públicos que atendem a região e saímos rumo ao Quartier Latin que, mais tarde, tornou-se nosso local preferido na cidade.
Algo importante a falar sobre o transporte em Paris. A cidade é super bem provida de uma rede extensa de metrô (várias linhas interligando toda a cidade com os mapas da rede em todas as estações) e ônibus. Os pontos de ônibus atendem poucas linhas e todos tem os mapas dos itinerários de cada linha. Além disso - e o mais inacreditável para nós - em todos os pontos há um painel com os horários de chegada do ônibus naquele ponto. E é absolutamente pontual. Há a venda nas estações de metrô um ticket (6 Euros) que permite usar toda a rede de transporte público da cidade naquele dia. Ou seja, você compra o ticket e pode andar no metrô e nos ônibus quantas vezes precisar. 

                                           Notre-Dame

Não consigo sequer descrever a emoção de de repente olhar pela janela do ônibus e ver a catedral de Notre-Dame! E já que minha vontade era não perder nem um segundo do tempo raro que teríamos para conhecer a cidade, descemos. Como já era hora do almoço, procuramos um restaurante e entramos num que parecia minimamente agradável quase em frente a ponte que leva as ilhas.

Aqui cabe um grande parentese: almoçar em Paris não uma simples refeição, é sim uma experiência sensorial inimaginável, que demanda tempo, paciência e muita mas muita  disponibilidade para observar a arte  do espaço da culinária para os franceses. Como já falei, entramos num restaurante  pequeno que tinha o menu do dia escrito na parede toda decorada ao redor de temperos, especiarias, garrafas de vinhos enlatados e um imensa variedade de alimentos não perecíveis. Lá fomos atendidos pelo único garçom da casa e que também era o cozinheiro e o caixa, um pequeno negócio mesmo!!! Obviamente pedi o menu completo com entrada, prato principal e sobremesa acompanhado de uma boa taça de vinho bourdeaux, e tudo foi simplesmente maravilhoso. Novamente vale lembrar não é possível almoçar bem em Paris em menos de duas horas. Então,  como essa é uma experiência que vale a pena, reserve um tempo em seu roteiro para isso.
Saímos do restaurante já por volta das 13 horas, e rumamos para as ilhas, demos uma volta na parte externa da catedral onde vimos um pedaço de um show de ska. Depois entramos na catedral que sinceramente é mais bonita por fora. Saímos, rodamos um pouquinho pela ilha e depois retornamos ao Quartier Latin, agora queríamos encontrar alguns pontos turísticos, caminhamos até a o prédio do College de France, passamos pelo Panthéon, e retornamos a margem no caminho  encontramos a Shakespeare & Co, a livraria que aparece no filme "Antes do por do sol", simplesmente ali.

College de France



          Shakespeare &Co



  
                                             Panthéon

Como da margem era possível ver a Tour Eiffel e olhando no mapa não parecia muito longe optamos por ir caminhando e, obviamente, passando por todos os pontos legais do caminho, o que foi uma caminhada e tanto já que a todo momento nos dispersávamos com um ou outro lugar ou monumento famoso. Passamos em frente a ponte que leva ao Louvre, ao museu D´Orsay, ao Hotel dos Inválidos e como o fim da tarde estava quase chegando decidimos comprar um vinho para degustar no jardim da torre.

                                            museu D´Orsay

Chegando ao jardim depois de toda essa caminhada no calor do verão parisiense tomamos o vinho lentamente como se cada gota servisse para aliviar as dores nas pernas e pés cansados. Ficamos horas admirando a construção, as pessoas que passavam, a cidade em volta, e descobrimos o seguinte: Paris é um lugar para contemplar!  Terminado o vinho decidimos entrar na longa fila para subir até o segundo andar da torre. A vista lá de cima é impressionante e olha que não fomos na parte mais alta. O ticket até este andar foi de 8,10 Euros por pessoa. 
Descemos e ficamos novamente no jardim, já começava a escurecer quando as luzes foram acesas e um coro de "ohhhhhh", tomou toda a praça. Nosso primeiro dia terminou aqui e tomamos o metrô - cerca de dois quarteirões da praça da torre - de volta ao hotel.

                                           Tour Eiffel

No segundo dia acordamos cedo e fomos conhecer a Champs-Elysees, a mais requintada avenida de Paris. Começamos no Arc de Triomphe e caminhamos até o Louvre, passando pela imensa quantidade de boutiques de grandes  - e CARAS - grifes de moda, acessórios e tecnologia. De lá seguimos caminhando até os Grands Boulevards e as "Passagens" (ruas fechadas e cobertas, como galerias, muito antigas) onde vimos relíquias e antiguidades fantásticas que   fariam qualquer comprador compulsivo perder a cabeça. Como já havia lido em vários guias que a melhor hora de ir ao Louvre era ao final da tarde, pois não haveria fila, voltamos ao hotel por volta das 15 horas, descansamos um pouco e saímos as 16 rumo ao museu. Chegamos e não havia filas. A entrada é monumental, você passa por grandes arcos e adentra um pátio imenso de onde se avista a famosa pirâmide de vidro, que marca a entrada. Não havia filas e pagamos 6 euros de entrada. Este também é um local inenarrável só indo para ver. Mas seja honesto com você mesmo e reserve um tempo a mais porque é mico entrar só para ver a Monalisa e ir embora! Minha dica é reservar um pouco mais de dedicação as obras da idade clássica e do antigo Egito, que são de tirar o fôlego. Ah não deixe de descansar os pés na fonte em frente ao museu ao final - isso é fundamental depois de horas de caminhada e uma tradição dos turistas.

Espelho D'água do Louvre

Depois de uma tarde cultural estávamos empenhados e descobrir a noite local e, por indicação de uma conhecida, fomos parar novamente na região dos Grands Boulevards - que foi um fiasco total. Então, saímos de lá e descobrimos a Rue de Lappe  na Bastilha, que é uma versão francesa da Lapa do Rio de Janeiro, muita gente na rua, bares, casas de shows e boates por todos os lados, era isso que procurávamos!

No dia seguinte começamos nosso roteiro numa feira livre em Montmartre, que foi bem menos do que eu esperava, mas foi muito legal conhecer a parte  menos turística da cidade, cheia de imigrantes de todas as partes do mundo mas principalmente africanos e árabes. Foi como conhecer outra Paris. Da feira caminhamos rumo a Sacré-Coeur e novamente conhecemos mais um mirante da cidade - depois de uma IMENSA escadaria. Há teleféricos para subir, mas optamos por uma alternativa mais "saudável". De lá entramos pela rue des Abbesses que estava cheia de pessoas, lojas, restaurantes, grupos de música, o máximo! Novamente aqui decidimos em gastar nossas valiosas horas num almoço divino, que sem sombra de dúvida foi a melhor comida de toda a minha vida! No caminho de volta descemos pela rue Lepic onde há o bar onde foi filmado o filme "O Fabuloso Destino de Amélie  Poulain" - e até demos um tchauzinho para o anão de jardim que decora o local e que é uma das "estrelas" do filme. Na descida ainda passamos pelo famoso Moulin Rouge, o mais famoso cabaré da cidade, quase em frente a estação do metrô.  

A próxima parada seriam as "praias do Sena". No verão, as margens do famoso Rio que corta a cidade são recobertas, em alguns trechos, de areia e os parisienses usam o local, de fato, como uma praia. Pessoas tomam, sol, caminham, crianças brincam, há apresentações musicais - até um grupo de pagode nós encontramos (!!!). Um passeio que é ideal para o final de tarde, acompanhado de um vinhozinho e curtindo o visual incrível da Rive Gauche (como é chamada a margem esquerda do Sena). 

Resolvemos então explorar a vinda noturna do Quartier Latin e descobrimos um lugar genial: a Place de la Contrescarpe, próxima a estação de metro Cardinal Lemoine. Rodeada de bares, restaurantes e casas noturnas, e cheia de musica e pessoas andando para todos os lados. Descobrimos ali o melhor lugar da cidade. Foi sentada nessa praça e tomando um excelente vinho bourdeaux acompanhado de uma tábua de típicos queijos franceses que falei a frase mais cínica de toda a minha vida: "Sabe: eu não preciso de muito pra ser feliz!"



Nosso último dia em Paris começou com nossa busca por lugares interessantes em Montparnasse, onde ficam as famosas catacumbas da cidade. Entretanto, a fila gigantesca para entrar nos desanimou. Caminhamos pelo bairro (caminhar, amigo: esse é o motivo de qualquer viagem!)  mas como já estávamos exaustos não conseguimos muitas coisas por ali, e como ainda queríamos ver o Centre  Pompidou - o famoso museu de arte contemporânea da cidade - decidimos já ir andando. O entorno do Centre é um excelente lugar para relaxar, ver pessoas, tomar um sorvete INCRÍVEL (o sorvete da rede Amorino) e ver a bela arquitetura parisiense. 

Nossa tarde nesse dia terminou novamente na praça do Quartier Latin onde recebi uma massagem de graça acompanhada de mais um inesquecível vinho Bordeaux. um bom final!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

BRUXELAS (Bélgica) em 2 dias (2010)




A viagem de trem de Amsterdam para Bruxelas levou cerca de duas horas e meia (custo total: 208,00 reais 2 tickets). Desembarcamos na belíssima Central Station em Bruxelas, onde não encontramos balcão de informação turística. Mas em uma banca de jornais, um mapa da cidade vendido por 2 Euros nos ajudou a nos localizarmos.  

Pegamos um taxi, com preço combinado (10 euros) na saída da Central Station e em cerca de 5 minutos chegamos ao Hotel Villa Royale (Rue Royale 195), nosso pouso na cidade (onde pagamos cerca de 240 Reais por 2 diárias de casal). O hotel é excelente e graças ao bendito Booking, conseguimos uma boa diária. Fizemos o check-in e saímos direto pra rua!

A Royale fica bem próxima do centrão da cidade e logo na saída do hotel chegamos ao lindo Parque de Bruxelas (o Parc de Bruxelles Warande). O espaço é cercado de obras de arte e arquitetura clássica, um passeio agradável e tranqüilo, em meio a muitas plantas ornamentais.

Parc de Bruxelles Warande

Seguimos caminhando rumo a Grand Place, a conhecidíssima praça central de Bruxelas, que fica a cerca de 15 minutos de caminhada do parque. A praça, de fato, é um espetáculo, um enorme quadrado cercado de construções medievais, vitrais incríveis. Uma das atrações da praça é o Hotel de Ville de Bruxelles, um espaço que hoje abriga um centro cultural. Passear por dentro do local é uma viagem ao século XVI. A praça é toda cercada de monumentos arquitetônicos que valem uma parada em cada. Também ali há uma placa em homenagem a Karl Marx, que viveu na cidade entre 1847 e 1848.



Na Grand Place também fica o Museu da Cerveja, que afinal é um dos produtos característicos do país. O museu é bem pequeno, mas interessante, e apresenta os processos de fabricação, as diferentes cervejas e te dá uma degustação ao final. JÓIA!

Na rua lateral à Praça você chega ao largo do Manequinho (manekeen), o menino que faz xixi e que é o marco da cidade (sabe-se lá porque....). Caminhando por esta rua você ainda chega na presidência do Parlament de Bruxelas e conhece a parte mais “medieval” da cidade, com becos e passagens incríveis.

Bar POECHENELLEKELDER

Nossa última parada do dia foi no incrível-maravilhoso-indescritível POECHENELLEKELDER, um bar de nome difícil, mas com uma carta de cervejas GIGANTESCA, atendimento jóia, petisquinhos free que te estimulam a beber mais e mais. E daí em diante não lembro de muita coisa mais...bebi algumas trapistes de teor alcoólico entre 12% e 14% e abracei o palhaço! A carta de cervejas deles é dividida por tipos de cerveja e tem o teor de álcool de cada uma - perdição informada! O bar fica na rue Du Chêne, bem em frente ao Manequinho.

esquina do Manequinho

No dia seguinte nossa primeira parada foi no lindo Museu dos Quadrinhos, uma das paixões dos belgas. Este museu é uma homenagem a historia dos quadrinhos no país, com especial atenção ao personagem TinTin, personagem do famoso artista belga Hergé. O museu é enorme, tem várias estátuas de personagens e até o famoso foguete do Tintin. As historinhas são postadas em fileiras de quadros e é um passeio em que você nem percebe o tempo passar, lendo uma por uma das histórias. 

Museu dos Quadrinhos

De lá caminhamos pelo centro histórico de Bruxelas admirando as estátuas e dezenas de jardins existentes em cada canto da cidade. Apesar de um pouco empobrecida em algumas áreas, com alguma população de rua, em especial imigrantes do Leste Europeu, a cidade é bastante tranqüila tanto de dia quanto a noite. Chegamos ao Jardim da cidade, que liga à parte alta de Bruxelas, de onde se tiram as melhores fotos da cidade!Nessa região também tem museus incríveis, como o da Música e o que leva o nome do artista belga, Magritte, mas infelizmente estávamos exaustos neste dia e a entrada ficou para nossa próxima visita a cidade. 



Na volta, uma parada em dois points obrigatórios: uma das lojas da chocolataria GODIVA, um dos bálsamos que conhecemos lá, com chocolates que te fazem crer na existência de forças divinas! E na maravilhosa De Bier Tempel, uma gigantesca loja de... cervejas. Preços pra lá de honestos, lembrancinhas ligadas a bebida e muita, mas muuita cerveja pra você presentear os amigos pinguços!

Outro lugar que mereceu nossa especial atenção e carinho e, é, de fato, imperdível, é o DELIRIUM CAFÉ. O mais famoso bar de Bruxelas tem cerca de 2400 marcas de cerveja em seu cardápio e é um paraíso para os amantes da bebida, como nós. Provamos algumas da trapistes do cardápio além de encararmos uma dobradinha de “DEUS” e depois “Satan”. Sagrada cerveja!! A Deus é um espumante meio cerveja, mas de sabor agradável. A Satan é uma bock forte, encorpada, do interior do país. O esquema é igual ao dos pubs ingleses: ninguem "vem te servir": você vai até o balcão e pede a cerveja que escolheu no cardápio. E fica horas lá ouvindo o excelente rock que toca no bar, de Black Sabbath a AC/DC. O Delirium fica em um bequinho escondido na impasse de La fidelité. E acredite: desça e beba no subsolo e se lá não for o melhor bar que você já foi na vida, eu te pago uma cerveja!



Finalmente, nos deparamos com a agradável e divertida surpresa que é a Grand Place nas noites de verão. Dezenas de pessoas ficam sentadas na praça, no chão da praça mesmo, conversando, bebendo, fazendo “saraus” com violão e até disputando corrida (!!!). E entre 9 e 10 da noite TODA a praça tem suas luzes apagadas e começa um inesquecível e fantástico show de luzes projetadas na fachada do Ville de Bruxelles, com musica clássica nos alto falantes (que você procura, procura e não encontra onde estão). Uma viagem sensorial, que vale deitar no chão e admirar, estupefato. Ficamos lá, curtindo o visu, conversando com as pessoas, sentindo o ventinho frio do verão belga. Uma delícia. 

Para fechar a noite, uma passagem em uma das dezenas de casas de waffle, a “comida típica” dos belgas, e voltar ao hotel embalado pela última Chimay. 

E já morrendo de saudades de Bruxelas.
  

domingo, 6 de maio de 2012

AMSTERDAM (Holanda) em 2 dias.



Chegamos em Amsterdam em uma manhã fria do verão. O vôo de Londres para lá durou 45 minutos, via uma companhia de baixo custo e custou 30 libras cerca de 95 Reais). Desembarcamos no lindo e confortável aeroporto de Schipol. Logo no desembarque você já vê o balcão que vende passagens de trem para o centro da cidade e para outras localidades próximas de Amsterdam e a plataforma de embarque é dentro do próprio aeroporto, no subsolo.O ticket para o centro custou 3,50 Euros e a viagem leva cerca de 25 minutos. 

Painel no aeroporto com indicação da estação de trem

A parada final do trem é na Central Station, estação de onde saem trens para outros países e para outras regiões da Holanda. A Central Station já é uma atração, com sua arquitetura antiga, grandes vigas metálicas e design clássico. Logo em frente à saída, um posto de turismo enorme é a parada certa para quem vai pela primeira vez à cidade. Lá, além de toda a sorte de badulaques para comprar, há guichês de informação (uns 8) com atendentes que falam inglês, com todo o tipo de recursos possíveis. Ali ficamos sabendo como chegar ao nosso hotel e depois de comprar um mapa da cidade, que por sinal é impressionante de tão bem explicado, ficamos conhecendo o percurso de todas as linhas de TRAM que atendem a região central. Bem em frente, embarcamos em um TRAM - uma espécie de "bonde" mas super moderno que liga toda a cidade. Ele tem paradas fixas e horários anunciados em painéis nos pontos. E quer saber o mais incrível? Pontual. O painel marcava que em 4 minutos um TRAM da linha que deveriamos pegar chegaria. E exatamente naquele tempo ele chegou.

TRAM

Embarcamos (há 3 portas para embarque - frente, meio e fundos) pagamos o ticket e em 15 minutos desembarcamos no ponto próximo ao nosso hotel, o Kooyk (R$140,00 a diária de casal com café). No trajeto todo admiramos as dezenas de canais e o verde da cidade. A cidade não é muito grande e não é difícil conhecê-la bem a pé - aliás, o mais recomendável é caminhar muito ou alugar uma bicicleta, mas se você não tem muita segurança nesse tipo de veículo tome cuidado porque o trânsito é intenso. 

Já instalados, saímos rumo as diversas atrações da cidade. A primeira parada foi o Vondelpark, famoso parque no coração da cidade. No trajeto do hotel até lá, dezenas, centenas de bicicletas cortando nosso caminho e dividindo pacificamente o espaço das ruas com os automóveis e tram's. O Voldepark é imenso e no verão fica cheio de pessoas fazendo esportes, piqueniques, descansando ou assistindo aos shows que acontecem por lá em festivais ao ar livre. 

Na volta, caminhamos no sentido do centro, passamos pelo Museu Van Gogh, mas optamos por não entrar porque a fila era imensa naquele horário e chegamos em cerca de 15 minutos caminhando pelos belos canais e ruas da cidade até o museu de Anne Frank. Trata-se da casa onde a jovem menina, que escreveu um famoso diário durante a segunda Guerra, ficou escondida com a família durante dois anos. A casa guarda objetos, textos e mobília da época e deve ser um dos locais mais vistados da cidade. Ficamos cerca de 25 minutos na fila para entrar - paga-se uma pequena taxa de entrada. 

Fila na entrada da casa de Anne Frank

A casa é impressionante e ainda se sente um certo clima pesado no ar. Toda a história de Anne é contada em detalhes em um tour pela casa. E vale cada minuto.

De lá fomos para o centrão de Amsterdam, para conhecer os famosos Coffee Shops locais. Os Coffee Shops são cafés mesmo, onde é permitida, legalizada, a venda de maconha. Nada em sua fachada anuncia a erva, não há nenhum indício do que ocorre ali, apenas os nomes "sugestivos" em alguns deles. Servem cafés, doces e bebidas - não alcóolicas. Entramos no Grasshoppers, no centro próximo à Red Light Street, que tem uma vista linda de frente para a estação de trem. 

Grasshoppers Coffee Shop

O  Grasshoppers é um lindo prédio de 4 andares com café, Coffee shop (no sub solo) e restaurante. No sub solo há um mostruário com as ervas e você escolhe o que quer consumir com a balconista, paga e entra em um salão amplo e refrigerado, com mesas de madeira para 6 pessoas e TV's, como um bar. Há pessoas de todos os tipos: jovens americanos, um casal de senhores idosos, pessoas de meia idade, profissionais liberais, turistas. Todos consumindo a erva de Jah. E o que nos chamou a atenção foi o silêncio e as conversas em voz baixa. Não há o "esporro" dos bares, com todos falando alto. Um clima tranquilo, vez ou outra interrompido por risadas. E o chocolate quente de lá é simplesmente o melhor que já bebi na vida! Para quem for consumir: você pode levar sua própria seda e isqueiro, mas eles também vendem lá todos os acessórios necessários ao consumo. 

De lá fomos para a rua em frente comer uma das famosas batatas fritas com molhos holandesas e em seguida irrompemos pela famosa "Red Light" área. A Red Light é a área de prostituição igualmente legalizada de Amsterdam. São duas grandes avenidas e algumas ruas em volta de um dos canais da cidade, em que as garotas se exibem em vitrines. Se você se interessar, pergunta o preço, negocia e entra pela vitrine, onde então a garota cerra as cortinas. Não é permitido fotografar, inclusive por respeito às meninas que estão, sim, trabalhando, de maneira legal. Há uma multidão na Red Light a noite: famílias, turistas, muitos orientais em grupos. Há também casas de shows eróticos. A vontade de usar o mictório apertou e tive a chance de conhecer - e usar - um dos famosos mictórios públicos da cidade. Ficam na beira dos canais e são literalmente biombos que cobrem apenas da cintura para baixo as pessoas. Você entra e seu corpo fica exposto, da cintura para cima, para a rua, enquanto urina. É funcional, depois que você perde a vergonha e o constrangimento.  

Fechamos a noite com uma passagem por uma das filiais do famoso Bulldog, o mais conhecido Coffee Shop de Amsterdam. É bem menos "arrumado" que o Grasshoppers e a sala de convivência menos confortável, mas valeu pela experiência. E a noite se encerrou tomando um chopp Heineken com o selo de qualidade local.

Na manhã seguinte, com uma chuva fina, fomos cedo para a fila de entrada do Museu Van Gogh. O Museu abre as 10 horas e chegamos as 9, já com uma boa fila. A entrada custa 14 euros. E lá dentro, você tem acesso à uma experiência para os olhos e sentidos, uma viagem fantástica, inenarrável pela obra de Van Gogh e os artistas contemporâneos a sua obra. A lojinha de souvenirs é um convite ao cartão de crédito também. 

Fachada do Museu Van Gogh

Saímos depois de quase 3 horas de tour pelo museu em direção a outro museu, o Madame Tussaud, de estátuas de cera. Mas os extorsivos 24 Euros cobrados para a entrada nos desanimaram. Resolvemos conhecer mais a fundo as ruas e becos do centro de Amsterdam, a praça com o famoso nome da cidade estilizado em tamanho gigante, a praça DAM (Dam Square), o Jardim público e já no final da tarde aportamos no "The Doors", o mais simpático Coffee Shop que tivemos o prazer de conhecer na cidade. Estilo bar old school, com bancos de madeira, uma varanda, um café incrível e rock nas caixas de som, além daquele silêncio característico dos Coffee Shops. Perfeito. Fechamos o final de tarde com uma cerveja e um queijo sentados a beira de um dos perfeitos canais da cidade, sentindo o vento fresco e observando o movimento de bicicletas, de pessoas e barcos. 

Amsterdam tem ruas incríveis, realmente linda, com um planejamento urbano fantástico, onde tudo funciona muito bem e com respeito às pessoas e, principalmente, com o povo mais amável que conhecemos na Europa. Uma cidade que confirma que é possível viver em harmonia, respeitando direitos individuais, de maneira organizada e, principalmente, feliz. 

I Amsterdam!


                                                                                         Praça com o nome da cidade

Praça DAM, em frente ao Museu Madame Tussaud