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quarta-feira, 16 de maio de 2012

BRUXELAS (Bélgica) em 2 dias (2010)




A viagem de trem de Amsterdam para Bruxelas levou cerca de duas horas e meia (custo total: 208,00 reais 2 tickets). Desembarcamos na belíssima Central Station em Bruxelas, onde não encontramos balcão de informação turística. Mas em uma banca de jornais, um mapa da cidade vendido por 2 Euros nos ajudou a nos localizarmos.  

Pegamos um taxi, com preço combinado (10 euros) na saída da Central Station e em cerca de 5 minutos chegamos ao Hotel Villa Royale (Rue Royale 195), nosso pouso na cidade (onde pagamos cerca de 240 Reais por 2 diárias de casal). O hotel é excelente e graças ao bendito Booking, conseguimos uma boa diária. Fizemos o check-in e saímos direto pra rua!

A Royale fica bem próxima do centrão da cidade e logo na saída do hotel chegamos ao lindo Parque de Bruxelas (o Parc de Bruxelles Warande). O espaço é cercado de obras de arte e arquitetura clássica, um passeio agradável e tranqüilo, em meio a muitas plantas ornamentais.

Parc de Bruxelles Warande

Seguimos caminhando rumo a Grand Place, a conhecidíssima praça central de Bruxelas, que fica a cerca de 15 minutos de caminhada do parque. A praça, de fato, é um espetáculo, um enorme quadrado cercado de construções medievais, vitrais incríveis. Uma das atrações da praça é o Hotel de Ville de Bruxelles, um espaço que hoje abriga um centro cultural. Passear por dentro do local é uma viagem ao século XVI. A praça é toda cercada de monumentos arquitetônicos que valem uma parada em cada. Também ali há uma placa em homenagem a Karl Marx, que viveu na cidade entre 1847 e 1848.



Na Grand Place também fica o Museu da Cerveja, que afinal é um dos produtos característicos do país. O museu é bem pequeno, mas interessante, e apresenta os processos de fabricação, as diferentes cervejas e te dá uma degustação ao final. JÓIA!

Na rua lateral à Praça você chega ao largo do Manequinho (manekeen), o menino que faz xixi e que é o marco da cidade (sabe-se lá porque....). Caminhando por esta rua você ainda chega na presidência do Parlament de Bruxelas e conhece a parte mais “medieval” da cidade, com becos e passagens incríveis.

Bar POECHENELLEKELDER

Nossa última parada do dia foi no incrível-maravilhoso-indescritível POECHENELLEKELDER, um bar de nome difícil, mas com uma carta de cervejas GIGANTESCA, atendimento jóia, petisquinhos free que te estimulam a beber mais e mais. E daí em diante não lembro de muita coisa mais...bebi algumas trapistes de teor alcoólico entre 12% e 14% e abracei o palhaço! A carta de cervejas deles é dividida por tipos de cerveja e tem o teor de álcool de cada uma - perdição informada! O bar fica na rue Du Chêne, bem em frente ao Manequinho.

esquina do Manequinho

No dia seguinte nossa primeira parada foi no lindo Museu dos Quadrinhos, uma das paixões dos belgas. Este museu é uma homenagem a historia dos quadrinhos no país, com especial atenção ao personagem TinTin, personagem do famoso artista belga Hergé. O museu é enorme, tem várias estátuas de personagens e até o famoso foguete do Tintin. As historinhas são postadas em fileiras de quadros e é um passeio em que você nem percebe o tempo passar, lendo uma por uma das histórias. 

Museu dos Quadrinhos

De lá caminhamos pelo centro histórico de Bruxelas admirando as estátuas e dezenas de jardins existentes em cada canto da cidade. Apesar de um pouco empobrecida em algumas áreas, com alguma população de rua, em especial imigrantes do Leste Europeu, a cidade é bastante tranqüila tanto de dia quanto a noite. Chegamos ao Jardim da cidade, que liga à parte alta de Bruxelas, de onde se tiram as melhores fotos da cidade!Nessa região também tem museus incríveis, como o da Música e o que leva o nome do artista belga, Magritte, mas infelizmente estávamos exaustos neste dia e a entrada ficou para nossa próxima visita a cidade. 



Na volta, uma parada em dois points obrigatórios: uma das lojas da chocolataria GODIVA, um dos bálsamos que conhecemos lá, com chocolates que te fazem crer na existência de forças divinas! E na maravilhosa De Bier Tempel, uma gigantesca loja de... cervejas. Preços pra lá de honestos, lembrancinhas ligadas a bebida e muita, mas muuita cerveja pra você presentear os amigos pinguços!

Outro lugar que mereceu nossa especial atenção e carinho e, é, de fato, imperdível, é o DELIRIUM CAFÉ. O mais famoso bar de Bruxelas tem cerca de 2400 marcas de cerveja em seu cardápio e é um paraíso para os amantes da bebida, como nós. Provamos algumas da trapistes do cardápio além de encararmos uma dobradinha de “DEUS” e depois “Satan”. Sagrada cerveja!! A Deus é um espumante meio cerveja, mas de sabor agradável. A Satan é uma bock forte, encorpada, do interior do país. O esquema é igual ao dos pubs ingleses: ninguem "vem te servir": você vai até o balcão e pede a cerveja que escolheu no cardápio. E fica horas lá ouvindo o excelente rock que toca no bar, de Black Sabbath a AC/DC. O Delirium fica em um bequinho escondido na impasse de La fidelité. E acredite: desça e beba no subsolo e se lá não for o melhor bar que você já foi na vida, eu te pago uma cerveja!



Finalmente, nos deparamos com a agradável e divertida surpresa que é a Grand Place nas noites de verão. Dezenas de pessoas ficam sentadas na praça, no chão da praça mesmo, conversando, bebendo, fazendo “saraus” com violão e até disputando corrida (!!!). E entre 9 e 10 da noite TODA a praça tem suas luzes apagadas e começa um inesquecível e fantástico show de luzes projetadas na fachada do Ville de Bruxelles, com musica clássica nos alto falantes (que você procura, procura e não encontra onde estão). Uma viagem sensorial, que vale deitar no chão e admirar, estupefato. Ficamos lá, curtindo o visu, conversando com as pessoas, sentindo o ventinho frio do verão belga. Uma delícia. 

Para fechar a noite, uma passagem em uma das dezenas de casas de waffle, a “comida típica” dos belgas, e voltar ao hotel embalado pela última Chimay. 

E já morrendo de saudades de Bruxelas.
  

domingo, 6 de maio de 2012

AMSTERDAM (Holanda) em 2 dias.



Chegamos em Amsterdam em uma manhã fria do verão. O vôo de Londres para lá durou 45 minutos, via uma companhia de baixo custo e custou 30 libras cerca de 95 Reais). Desembarcamos no lindo e confortável aeroporto de Schipol. Logo no desembarque você já vê o balcão que vende passagens de trem para o centro da cidade e para outras localidades próximas de Amsterdam e a plataforma de embarque é dentro do próprio aeroporto, no subsolo.O ticket para o centro custou 3,50 Euros e a viagem leva cerca de 25 minutos. 

Painel no aeroporto com indicação da estação de trem

A parada final do trem é na Central Station, estação de onde saem trens para outros países e para outras regiões da Holanda. A Central Station já é uma atração, com sua arquitetura antiga, grandes vigas metálicas e design clássico. Logo em frente à saída, um posto de turismo enorme é a parada certa para quem vai pela primeira vez à cidade. Lá, além de toda a sorte de badulaques para comprar, há guichês de informação (uns 8) com atendentes que falam inglês, com todo o tipo de recursos possíveis. Ali ficamos sabendo como chegar ao nosso hotel e depois de comprar um mapa da cidade, que por sinal é impressionante de tão bem explicado, ficamos conhecendo o percurso de todas as linhas de TRAM que atendem a região central. Bem em frente, embarcamos em um TRAM - uma espécie de "bonde" mas super moderno que liga toda a cidade. Ele tem paradas fixas e horários anunciados em painéis nos pontos. E quer saber o mais incrível? Pontual. O painel marcava que em 4 minutos um TRAM da linha que deveriamos pegar chegaria. E exatamente naquele tempo ele chegou.

TRAM

Embarcamos (há 3 portas para embarque - frente, meio e fundos) pagamos o ticket e em 15 minutos desembarcamos no ponto próximo ao nosso hotel, o Kooyk (R$140,00 a diária de casal com café). No trajeto todo admiramos as dezenas de canais e o verde da cidade. A cidade não é muito grande e não é difícil conhecê-la bem a pé - aliás, o mais recomendável é caminhar muito ou alugar uma bicicleta, mas se você não tem muita segurança nesse tipo de veículo tome cuidado porque o trânsito é intenso. 

Já instalados, saímos rumo as diversas atrações da cidade. A primeira parada foi o Vondelpark, famoso parque no coração da cidade. No trajeto do hotel até lá, dezenas, centenas de bicicletas cortando nosso caminho e dividindo pacificamente o espaço das ruas com os automóveis e tram's. O Voldepark é imenso e no verão fica cheio de pessoas fazendo esportes, piqueniques, descansando ou assistindo aos shows que acontecem por lá em festivais ao ar livre. 

Na volta, caminhamos no sentido do centro, passamos pelo Museu Van Gogh, mas optamos por não entrar porque a fila era imensa naquele horário e chegamos em cerca de 15 minutos caminhando pelos belos canais e ruas da cidade até o museu de Anne Frank. Trata-se da casa onde a jovem menina, que escreveu um famoso diário durante a segunda Guerra, ficou escondida com a família durante dois anos. A casa guarda objetos, textos e mobília da época e deve ser um dos locais mais vistados da cidade. Ficamos cerca de 25 minutos na fila para entrar - paga-se uma pequena taxa de entrada. 

Fila na entrada da casa de Anne Frank

A casa é impressionante e ainda se sente um certo clima pesado no ar. Toda a história de Anne é contada em detalhes em um tour pela casa. E vale cada minuto.

De lá fomos para o centrão de Amsterdam, para conhecer os famosos Coffee Shops locais. Os Coffee Shops são cafés mesmo, onde é permitida, legalizada, a venda de maconha. Nada em sua fachada anuncia a erva, não há nenhum indício do que ocorre ali, apenas os nomes "sugestivos" em alguns deles. Servem cafés, doces e bebidas - não alcóolicas. Entramos no Grasshoppers, no centro próximo à Red Light Street, que tem uma vista linda de frente para a estação de trem. 

Grasshoppers Coffee Shop

O  Grasshoppers é um lindo prédio de 4 andares com café, Coffee shop (no sub solo) e restaurante. No sub solo há um mostruário com as ervas e você escolhe o que quer consumir com a balconista, paga e entra em um salão amplo e refrigerado, com mesas de madeira para 6 pessoas e TV's, como um bar. Há pessoas de todos os tipos: jovens americanos, um casal de senhores idosos, pessoas de meia idade, profissionais liberais, turistas. Todos consumindo a erva de Jah. E o que nos chamou a atenção foi o silêncio e as conversas em voz baixa. Não há o "esporro" dos bares, com todos falando alto. Um clima tranquilo, vez ou outra interrompido por risadas. E o chocolate quente de lá é simplesmente o melhor que já bebi na vida! Para quem for consumir: você pode levar sua própria seda e isqueiro, mas eles também vendem lá todos os acessórios necessários ao consumo. 

De lá fomos para a rua em frente comer uma das famosas batatas fritas com molhos holandesas e em seguida irrompemos pela famosa "Red Light" área. A Red Light é a área de prostituição igualmente legalizada de Amsterdam. São duas grandes avenidas e algumas ruas em volta de um dos canais da cidade, em que as garotas se exibem em vitrines. Se você se interessar, pergunta o preço, negocia e entra pela vitrine, onde então a garota cerra as cortinas. Não é permitido fotografar, inclusive por respeito às meninas que estão, sim, trabalhando, de maneira legal. Há uma multidão na Red Light a noite: famílias, turistas, muitos orientais em grupos. Há também casas de shows eróticos. A vontade de usar o mictório apertou e tive a chance de conhecer - e usar - um dos famosos mictórios públicos da cidade. Ficam na beira dos canais e são literalmente biombos que cobrem apenas da cintura para baixo as pessoas. Você entra e seu corpo fica exposto, da cintura para cima, para a rua, enquanto urina. É funcional, depois que você perde a vergonha e o constrangimento.  

Fechamos a noite com uma passagem por uma das filiais do famoso Bulldog, o mais conhecido Coffee Shop de Amsterdam. É bem menos "arrumado" que o Grasshoppers e a sala de convivência menos confortável, mas valeu pela experiência. E a noite se encerrou tomando um chopp Heineken com o selo de qualidade local.

Na manhã seguinte, com uma chuva fina, fomos cedo para a fila de entrada do Museu Van Gogh. O Museu abre as 10 horas e chegamos as 9, já com uma boa fila. A entrada custa 14 euros. E lá dentro, você tem acesso à uma experiência para os olhos e sentidos, uma viagem fantástica, inenarrável pela obra de Van Gogh e os artistas contemporâneos a sua obra. A lojinha de souvenirs é um convite ao cartão de crédito também. 

Fachada do Museu Van Gogh

Saímos depois de quase 3 horas de tour pelo museu em direção a outro museu, o Madame Tussaud, de estátuas de cera. Mas os extorsivos 24 Euros cobrados para a entrada nos desanimaram. Resolvemos conhecer mais a fundo as ruas e becos do centro de Amsterdam, a praça com o famoso nome da cidade estilizado em tamanho gigante, a praça DAM (Dam Square), o Jardim público e já no final da tarde aportamos no "The Doors", o mais simpático Coffee Shop que tivemos o prazer de conhecer na cidade. Estilo bar old school, com bancos de madeira, uma varanda, um café incrível e rock nas caixas de som, além daquele silêncio característico dos Coffee Shops. Perfeito. Fechamos o final de tarde com uma cerveja e um queijo sentados a beira de um dos perfeitos canais da cidade, sentindo o vento fresco e observando o movimento de bicicletas, de pessoas e barcos. 

Amsterdam tem ruas incríveis, realmente linda, com um planejamento urbano fantástico, onde tudo funciona muito bem e com respeito às pessoas e, principalmente, com o povo mais amável que conhecemos na Europa. Uma cidade que confirma que é possível viver em harmonia, respeitando direitos individuais, de maneira organizada e, principalmente, feliz. 

I Amsterdam!


                                                                                         Praça com o nome da cidade

Praça DAM, em frente ao Museu Madame Tussaud 





sábado, 5 de maio de 2012

BOGOTÁ (COLÔMBIA) - 2007 e 2008


Estive duas vezes na Colômbia a trabalho, sempre passando alguns períodos na cidade de Manizales, nas montanhas, distrito de Caldas (para quem gosta de futebol, é a cidade do ONCE CALDAS, campeão da Copa Libertadores de 2004). Um bela e pequena cidade universitária de cerca de 300.000 habitantes, com muitos bares e uma vida noturna agitada.
Mas em ambas as vezes tive a chance de passar alguns dias em Bogotá. Uma cidade que nunca havia sido uma opção de viagens para mim. Mas que conquistou definitivamente meu coração. Bogotá tem surpresas a cada esquina, a cada passeio, a cada sorriso do lindo e caliente povo colombiano. O aeroporto internacional fica a cerca de 20 minutos de táxi do centro da cidade e é uma bela porta de entrada no país.
Uma boa forma de começar a conhecer a cidade é pela Praça do Palácio de Nariño, sede do Governo Colombiano. Ali você tem uma visão geral do centro da cidade e começa a conhecer a história de lutas do povo colombiano. Interessante que noite algumas pichações na praça com dizeres como “Gobierno Paramilitar”. Muitos colombianos acusam o governo de estar implantando uma “ditadura velada”com o apoio financeiro e militar dos Estados Unidos.

 Palácio de Nariño

Saindo da praça, ao redor, há um variado comércio de artesanato típico, roupas e souvenir em geral, ligados a cultura indígena. Caminhe cerca de 15 minutos e chegará no tradicional bairro de La Candelária. Este bairro é um dos orgulhos dos “bogotanos” pois representa a reconstrução e a retomada do espaço publico depois de anos de conflitos armados entre grupos de paramilitares e de muitas mortes pela disputa de poder político no país. Entre a boemia e a cultura, La Candelária é um lugar que vale um dia inteiro.
Para começar lá fica uma das maiores bibliotecas públicas da América do Sul, a bliblioteca Luis Angel Arango. Ela faz parte de um grande complexo cultural que compreende também o Centro Cultural do Banco da Republica, o Museo del Oro e o Museo Botero. Entrei rapidamente na Biblioteca e de cara impressiona pelo tamanho. Deixei a mochila no guarda volumes (gratuito), dou uma volta pelo espaço, todo decorado com quadros de artistas colombianos. Dali, é só atravessar a rua e adentrar no Museu Botero. 
Museo Botero
O Museu Botero é um lugar fantástico, que além de conter boa parte do acervo do maior artista plástico colombiano também expõe peças de Picasso e Dali. É um museu enorme em um antigo Casarão e vale um bom período do dia de visitas.
Ao lado, o Museo del Oro expõe peças de ouro encontradas em escavações de antigas civilizações Incas e Maias. É um passeio ao mesmo tempo deslumbrante e chocante, pois a riqueza de detalhes e a quantidade de peças deixa claro o quanto estas civilizações estavam avançadas e a frente do seu tempo. Atravessando a rua, na esquina seguinte, você encontra o Centro Cultural Gabriel Garcia Márquez. Um espaço dedicado a obra do artista colombiano que conta com uma belíssima livraria de arte e filosofia.

Centro Cultural Gabriel Garcia Márquez

Caminhando bairro acima, encontrei ruas de pedra, casarões antigos, muitos (sério, MUITOS) centros culturais independentes, com peças e apresentações artísticas diversas em cartaz e bares. Muitos bares. La Candelária tem um “quê” de Lapa com Santa Teresa, mas com mais opções que os dois bairros cariocas. A Plaza Del Choro de Quevedo é um bom ponto para começar a exploração de bares da região. 

 Plaza Del Choro de Quevedo
Claro que cada pessoa tem seu boteco de estimação e eu, em Bogotá, elegi o Atico, perto da praça, minha segunda casa. Botecao, com caixas de cerveja espalhadas, rock nos alto falantes, bom pracismo, cerveja gelada (a Club Colômbia é a minha preferida, mas a Águila  e a Costeña são as mais populares) e uma chincha maravilhosa.
Perto de La CANDELÁRIA, uma caminhada não muito grande, fica o Mirante Montserrat. Você tem acesso pela estação Las Águas do transMilenium, o sistema de ônibus interligados, tipo os “tubos” de Curitiba. Uma das atrações turísticas de Bogotá, é um complexo de turismo em uma montanha com acesso por um teleférico panorâmico. Tem restaurantes, igreja, lojas e uma vista deslumbrante de toda a cidade.

Vista do mirante de Montserrat

Nesta mesma área fica, aos Domingos, o Mercado de Pulgas San Alejo, um mercado enorme com toda a sorte de coisas e badulaques possíveis – de roupas e tapeçarias a discos e pôsteres de filmes antigos. Saindo pelo centro de Bogotá ainda é possível ver o belo Planetário da cidade e a Plaza de Toros, hoje já desativada, mas com uma fachada que lembra o Coliseum Romano. No centro você conhece uma outra Bogotá: cosmopolita, com prédios modernos, ruas amplas e muita gente caminhando nas ruas, alem de um sistema de transporte publico que flui rápido e funciona.
A noite também tive a chance de conhecer a área mais “nobre”, a chamada Zona Rosa. Lá encontrei vários bares (é cara, o colombiano é um povo que gosta – e muito – de beber) mas com um estilo bem diferente de La Candelária – mais sofisticados e com um publico jovem mais “arrumadinho”. O que não me impediu de descobrir uma pérola em suas ruas arborizadas: o maravilhoso Bogotá Beer Company, com suas “jirafas” de chopp Aguila de 5 litros gelado. E fechar a noite na bela Casa de la Cerveza, com uma variedade de cervejas artesanais linda.
Também pude ir a uma partida do time da cidade, o Milionários (ou Milos, para os "hinchas") no estadio el Campin. Um estadio de médio porte, bem equipado e de fácil acesso pela estação El Campin de onibus. Dentro do estádio há muitas variedades de comidas, mais que em estadios brasileiros. 
Bogotá é uma cidade feita para conhecer a pé. Vale caminhar por suas ruas e conhecer cada canto, cada cafeteria, cada bar e principalmente interagir com o lindo povo colombiano, o mais agradável e alegre que conheci pela América do Sul.

MONTEVIDEO - TOP 10 (2009 e 2011)



A capital uruguaia, mesmo próxima ao Brasil e de fácil acesso por ar, terra e água, sempre foi uma cidade que acabava ficando um pouco a margem de dois de seus vizinhos mais, digamos, "cotados": Punta del Este e Buenos Aires. 
Entretanto Montevideo reserva um vasto e variado cardápio de diversão e passeios para todos os gostos. Como certa vez um amigo me disse que, para ele, "viajar era comer", me permito acrescentar neste top 10 da cidade mais dois itens que para mim são a alma de qualquer viagem: beber e viver o contexto, além dos pontos turisticos. 
Segue um pouco disso tudo abaixo em um top 10 já cheio de saudade desta cidade que tem mais livrarias e museus que academias.

1 - Chivitos de La Pasiva - esqueça os restaurantes dos guias de viagem e outras frescuras! Comer bem mesmo, junto com a galera local é ir a uma de las Pasivas, uma rede estilo "Cirandinha" de Copacabana, meio boteco/ restaurante, e comer a comida mais popular de lá: o Chivito. É um tipo de sanduiche meio "X tudo", mas com carne de primeiríssima e mais tudo que vc escolher. Delícia pura. Experimente também um Frankfurt con pancetas, um tipo de cachorro quente mais elaborado e delicioso!

2 - chopp preto Matra, do pub Jameson - Este pub que fica na cidad vieja é um dos points mais bacanas que conhecemos na noite portenha. Clima bom, musica excelente - quase todas as noites que passamos lá tinha musica ao vivo, do rock a musica tradicional irlandesa - atendimento carinhoso mas, acima de tudo, lá você prova um chopp que é uma experiência sensorial: o Matra! não morra sem beber um copo de 500 ml dessa delícia!

Chopp Matra

3 - cervejas Zillertal - quando vc chegar a cidade todo mundo vai falar das cervejas Patrícia ("loira, gostosa e não abre a boca" foi o que nos disse o motorista que nos recomendou-a) e Pilsen. Ambas são excelentes, em especial a primeira, mas depois que descobri a Zillertal de 1 litro, minha vida "cambiou". Cerveja com "C" maiúsculo, daquelas que vc bebe e desce, com o perdão do trocadilho da Skol, "redondo" e dá vontade de beber mais e mais. trouxe umas pra casa sem medo de pesar a mala!



4 - Empanados do mercado del puerto - Os empanados que comi em Buenos Aires se tornaram uma lembrança distante depois que, caminhando pelo Mercado del Puerto (excelente ponto gastronômico da cidade, e não é caro!) vi um stand bem tosco na saída lateral que só vendia empanados - o "empanados Carolina". E provei. E gemi de prazer até a atendente me olhar estranho! C-a-r-a-l-h-o, simplesmente divino! Não deixe de comer o de queijo e cebola, uma experiência para o paladar.

 5 - Caminhar pela Rambla de Pocitos - A nossa "orla" lá é chamada "rambla", ou seja, todas as avenidas que margeiam a orla do rio da Prata. Aos fins de semana ficam cheias de pessoas correndo, brincando e descansando. São lindas, seguras, tranquilas e proporcionam algumas das melhores visões da cidade. Para passar uma tarde com uma garrafa de vinho e a pessoa ideal ao lado. 

Rambla de Pocitos

6 - Entrecort do Don Garcia e Provolone Relleno do Mercado - Como já disse acima, o mercado del puerto é um belo lugar pra comer na cidade. E o que se come no Uruguay, um país que tem 4 vacas por habitante? Carne, óbvio! E a melhor carne que comi, aquela de fazer gemer até gozar, foi no Don Garcia, dentro do mercado. Um Entrecort mais macio que travesseiro, com um sabor único, em um ambiente quente e com atendimento gentil. 
No mesmo mercado, não deixe de comer o provolone Relleno da Chacra del Puerto, de longe a coisa mais deliciosa que comemos (acho que já falei esta frase umas 5 vezes neste texto...)! Trata-se de um queijo assado, com palmito, ervilha, bacon, tomate e orégano que come-se de entrada. Quase dispensei o almoço e pedi mais dois!

7 - feira de Tristan Navajo - Está a procura de comida? Roupas? Cd's e discos? Livros? Frutas? antiguidades e quinquilharias em geral? Tudo isso se encontra na feira de Tristan Navajo, uma rua que faz esquina com a principal avenida da cidade, a 18 de Julho, e acontece apenas aos Domingos. A primeira impressão é meio caótica, mas é justamente isso que dá o charme à coisa toda. Ficamos passeando por lá de bobeira e, quando nos demos conta, haviamos ficado 3 horas andando pela feira, que toma a rua inteira e mais algumas paralelas. E o melhor é que na própria rua e proximidades existem excelentes restaurantes com preços honestos pra vc comer depois de bater perna. Este modesto blog recomenda o "Gran sportman" e suas massas divinas (na esquina com 18 de Julho).

Feira de Tristan Navajo

8 - museus da ciudad vieja - Como já disse em algum lugar, uma das coisas mais legais que notei foi a grande quantidade de museus e livrarias da cidade. E na Cidad Vieja, entre o porto e a Praça da Independência, ficam alguns dos melhores museus. Passamos um dia todo passeando por eles curtindo a diversidade de exposições existentes. Imperdíveis o Museu Torres & Garcia, com as obras do cara em três andares; o museu histórico nacional, com parte da história do país; e o Centro de Cultura Espanhola de Montevideo, com exposições de fotos e de artistas contemporâneos.

9 - La noche de la nostalgia - quando chegamos a cidade o motorista nos disse: que sorte terem vindo nesta data, poderão conhecer "la Noche de la Nostalgia". E ficamos com cara de bobos...a noite de que? 
Pois é, os uruguaios inventaram uma noite que rola uma vez por ano, na véspera do feriado da independência (25/08), onde TODAS as boites e clubs da cidade tocam apenas musicas dos anos 70, 80 e 90, e onde toda - absolutamente toda - a população sai de casa. Maluco, a gente saiu na rua e não acreditava, parecia Reveillon de Copacabana, saca? Multidões caminhando pelas ruas a procura de bares, hostess te abordando por todas as ruas oferecendo descontos em entradas, jovens querendo pegação e muita gente bebendo. O esquema que achamos melhor foi ir andando pela cidad vieja - o local mais agitado, apesar de toda a cidade ter festas nesta noite - e parando de bar em bar, beber uma, ver o movimento, e seguir para o próximo bar. 

10 - museu do futebol do estádio Centenário - conhecer o estádio onde o Mengão ganhou a Libertadores já foi emocionante. Mas o Centenário abriga também um belíssimo museu, com toda a história do futebol uruguaio: taças, fotos, camisas antigas, textos e até a mesa onde foi fundada a Federação Uruguaia. Por módicos 60 pesos (cerca de 6 Reais) vc caminha por todo o museu e pode tirar, na saida, uma foto ao lado da taça ganha por eles em 50 aqui no Maracanã. Não a Jules Rimmet, mas uma oferecida pela conferedação Brasileira de Seguros ao Campeão do Mundo: linda, toda em prata, e que os caras que criaram deviam ter certeza que iria para a CBD (antiga CBF)...e o final da história todos sabem qual foi.



Por fim, curta muito caminhar pela cidade e desfrutar da educação e gentileza do povo uruguaio. Montevideo é 10!