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domingo, 6 de maio de 2012

AMSTERDAM (Holanda) em 2 dias.



Chegamos em Amsterdam em uma manhã fria do verão. O vôo de Londres para lá durou 45 minutos, via uma companhia de baixo custo e custou 30 libras cerca de 95 Reais). Desembarcamos no lindo e confortável aeroporto de Schipol. Logo no desembarque você já vê o balcão que vende passagens de trem para o centro da cidade e para outras localidades próximas de Amsterdam e a plataforma de embarque é dentro do próprio aeroporto, no subsolo.O ticket para o centro custou 3,50 Euros e a viagem leva cerca de 25 minutos. 

Painel no aeroporto com indicação da estação de trem

A parada final do trem é na Central Station, estação de onde saem trens para outros países e para outras regiões da Holanda. A Central Station já é uma atração, com sua arquitetura antiga, grandes vigas metálicas e design clássico. Logo em frente à saída, um posto de turismo enorme é a parada certa para quem vai pela primeira vez à cidade. Lá, além de toda a sorte de badulaques para comprar, há guichês de informação (uns 8) com atendentes que falam inglês, com todo o tipo de recursos possíveis. Ali ficamos sabendo como chegar ao nosso hotel e depois de comprar um mapa da cidade, que por sinal é impressionante de tão bem explicado, ficamos conhecendo o percurso de todas as linhas de TRAM que atendem a região central. Bem em frente, embarcamos em um TRAM - uma espécie de "bonde" mas super moderno que liga toda a cidade. Ele tem paradas fixas e horários anunciados em painéis nos pontos. E quer saber o mais incrível? Pontual. O painel marcava que em 4 minutos um TRAM da linha que deveriamos pegar chegaria. E exatamente naquele tempo ele chegou.

TRAM

Embarcamos (há 3 portas para embarque - frente, meio e fundos) pagamos o ticket e em 15 minutos desembarcamos no ponto próximo ao nosso hotel, o Kooyk (R$140,00 a diária de casal com café). No trajeto todo admiramos as dezenas de canais e o verde da cidade. A cidade não é muito grande e não é difícil conhecê-la bem a pé - aliás, o mais recomendável é caminhar muito ou alugar uma bicicleta, mas se você não tem muita segurança nesse tipo de veículo tome cuidado porque o trânsito é intenso. 

Já instalados, saímos rumo as diversas atrações da cidade. A primeira parada foi o Vondelpark, famoso parque no coração da cidade. No trajeto do hotel até lá, dezenas, centenas de bicicletas cortando nosso caminho e dividindo pacificamente o espaço das ruas com os automóveis e tram's. O Voldepark é imenso e no verão fica cheio de pessoas fazendo esportes, piqueniques, descansando ou assistindo aos shows que acontecem por lá em festivais ao ar livre. 

Na volta, caminhamos no sentido do centro, passamos pelo Museu Van Gogh, mas optamos por não entrar porque a fila era imensa naquele horário e chegamos em cerca de 15 minutos caminhando pelos belos canais e ruas da cidade até o museu de Anne Frank. Trata-se da casa onde a jovem menina, que escreveu um famoso diário durante a segunda Guerra, ficou escondida com a família durante dois anos. A casa guarda objetos, textos e mobília da época e deve ser um dos locais mais vistados da cidade. Ficamos cerca de 25 minutos na fila para entrar - paga-se uma pequena taxa de entrada. 

Fila na entrada da casa de Anne Frank

A casa é impressionante e ainda se sente um certo clima pesado no ar. Toda a história de Anne é contada em detalhes em um tour pela casa. E vale cada minuto.

De lá fomos para o centrão de Amsterdam, para conhecer os famosos Coffee Shops locais. Os Coffee Shops são cafés mesmo, onde é permitida, legalizada, a venda de maconha. Nada em sua fachada anuncia a erva, não há nenhum indício do que ocorre ali, apenas os nomes "sugestivos" em alguns deles. Servem cafés, doces e bebidas - não alcóolicas. Entramos no Grasshoppers, no centro próximo à Red Light Street, que tem uma vista linda de frente para a estação de trem. 

Grasshoppers Coffee Shop

O  Grasshoppers é um lindo prédio de 4 andares com café, Coffee shop (no sub solo) e restaurante. No sub solo há um mostruário com as ervas e você escolhe o que quer consumir com a balconista, paga e entra em um salão amplo e refrigerado, com mesas de madeira para 6 pessoas e TV's, como um bar. Há pessoas de todos os tipos: jovens americanos, um casal de senhores idosos, pessoas de meia idade, profissionais liberais, turistas. Todos consumindo a erva de Jah. E o que nos chamou a atenção foi o silêncio e as conversas em voz baixa. Não há o "esporro" dos bares, com todos falando alto. Um clima tranquilo, vez ou outra interrompido por risadas. E o chocolate quente de lá é simplesmente o melhor que já bebi na vida! Para quem for consumir: você pode levar sua própria seda e isqueiro, mas eles também vendem lá todos os acessórios necessários ao consumo. 

De lá fomos para a rua em frente comer uma das famosas batatas fritas com molhos holandesas e em seguida irrompemos pela famosa "Red Light" área. A Red Light é a área de prostituição igualmente legalizada de Amsterdam. São duas grandes avenidas e algumas ruas em volta de um dos canais da cidade, em que as garotas se exibem em vitrines. Se você se interessar, pergunta o preço, negocia e entra pela vitrine, onde então a garota cerra as cortinas. Não é permitido fotografar, inclusive por respeito às meninas que estão, sim, trabalhando, de maneira legal. Há uma multidão na Red Light a noite: famílias, turistas, muitos orientais em grupos. Há também casas de shows eróticos. A vontade de usar o mictório apertou e tive a chance de conhecer - e usar - um dos famosos mictórios públicos da cidade. Ficam na beira dos canais e são literalmente biombos que cobrem apenas da cintura para baixo as pessoas. Você entra e seu corpo fica exposto, da cintura para cima, para a rua, enquanto urina. É funcional, depois que você perde a vergonha e o constrangimento.  

Fechamos a noite com uma passagem por uma das filiais do famoso Bulldog, o mais conhecido Coffee Shop de Amsterdam. É bem menos "arrumado" que o Grasshoppers e a sala de convivência menos confortável, mas valeu pela experiência. E a noite se encerrou tomando um chopp Heineken com o selo de qualidade local.

Na manhã seguinte, com uma chuva fina, fomos cedo para a fila de entrada do Museu Van Gogh. O Museu abre as 10 horas e chegamos as 9, já com uma boa fila. A entrada custa 14 euros. E lá dentro, você tem acesso à uma experiência para os olhos e sentidos, uma viagem fantástica, inenarrável pela obra de Van Gogh e os artistas contemporâneos a sua obra. A lojinha de souvenirs é um convite ao cartão de crédito também. 

Fachada do Museu Van Gogh

Saímos depois de quase 3 horas de tour pelo museu em direção a outro museu, o Madame Tussaud, de estátuas de cera. Mas os extorsivos 24 Euros cobrados para a entrada nos desanimaram. Resolvemos conhecer mais a fundo as ruas e becos do centro de Amsterdam, a praça com o famoso nome da cidade estilizado em tamanho gigante, a praça DAM (Dam Square), o Jardim público e já no final da tarde aportamos no "The Doors", o mais simpático Coffee Shop que tivemos o prazer de conhecer na cidade. Estilo bar old school, com bancos de madeira, uma varanda, um café incrível e rock nas caixas de som, além daquele silêncio característico dos Coffee Shops. Perfeito. Fechamos o final de tarde com uma cerveja e um queijo sentados a beira de um dos perfeitos canais da cidade, sentindo o vento fresco e observando o movimento de bicicletas, de pessoas e barcos. 

Amsterdam tem ruas incríveis, realmente linda, com um planejamento urbano fantástico, onde tudo funciona muito bem e com respeito às pessoas e, principalmente, com o povo mais amável que conhecemos na Europa. Uma cidade que confirma que é possível viver em harmonia, respeitando direitos individuais, de maneira organizada e, principalmente, feliz. 

I Amsterdam!


                                                                                         Praça com o nome da cidade

Praça DAM, em frente ao Museu Madame Tussaud