sábado, 5 de maio de 2012

BOGOTÁ (COLÔMBIA) - 2007 e 2008


Estive duas vezes na Colômbia a trabalho, sempre passando alguns períodos na cidade de Manizales, nas montanhas, distrito de Caldas (para quem gosta de futebol, é a cidade do ONCE CALDAS, campeão da Copa Libertadores de 2004). Um bela e pequena cidade universitária de cerca de 300.000 habitantes, com muitos bares e uma vida noturna agitada.
Mas em ambas as vezes tive a chance de passar alguns dias em Bogotá. Uma cidade que nunca havia sido uma opção de viagens para mim. Mas que conquistou definitivamente meu coração. Bogotá tem surpresas a cada esquina, a cada passeio, a cada sorriso do lindo e caliente povo colombiano. O aeroporto internacional fica a cerca de 20 minutos de táxi do centro da cidade e é uma bela porta de entrada no país.
Uma boa forma de começar a conhecer a cidade é pela Praça do Palácio de Nariño, sede do Governo Colombiano. Ali você tem uma visão geral do centro da cidade e começa a conhecer a história de lutas do povo colombiano. Interessante que noite algumas pichações na praça com dizeres como “Gobierno Paramilitar”. Muitos colombianos acusam o governo de estar implantando uma “ditadura velada”com o apoio financeiro e militar dos Estados Unidos.

 Palácio de Nariño

Saindo da praça, ao redor, há um variado comércio de artesanato típico, roupas e souvenir em geral, ligados a cultura indígena. Caminhe cerca de 15 minutos e chegará no tradicional bairro de La Candelária. Este bairro é um dos orgulhos dos “bogotanos” pois representa a reconstrução e a retomada do espaço publico depois de anos de conflitos armados entre grupos de paramilitares e de muitas mortes pela disputa de poder político no país. Entre a boemia e a cultura, La Candelária é um lugar que vale um dia inteiro.
Para começar lá fica uma das maiores bibliotecas públicas da América do Sul, a bliblioteca Luis Angel Arango. Ela faz parte de um grande complexo cultural que compreende também o Centro Cultural do Banco da Republica, o Museo del Oro e o Museo Botero. Entrei rapidamente na Biblioteca e de cara impressiona pelo tamanho. Deixei a mochila no guarda volumes (gratuito), dou uma volta pelo espaço, todo decorado com quadros de artistas colombianos. Dali, é só atravessar a rua e adentrar no Museu Botero. 
Museo Botero
O Museu Botero é um lugar fantástico, que além de conter boa parte do acervo do maior artista plástico colombiano também expõe peças de Picasso e Dali. É um museu enorme em um antigo Casarão e vale um bom período do dia de visitas.
Ao lado, o Museo del Oro expõe peças de ouro encontradas em escavações de antigas civilizações Incas e Maias. É um passeio ao mesmo tempo deslumbrante e chocante, pois a riqueza de detalhes e a quantidade de peças deixa claro o quanto estas civilizações estavam avançadas e a frente do seu tempo. Atravessando a rua, na esquina seguinte, você encontra o Centro Cultural Gabriel Garcia Márquez. Um espaço dedicado a obra do artista colombiano que conta com uma belíssima livraria de arte e filosofia.

Centro Cultural Gabriel Garcia Márquez

Caminhando bairro acima, encontrei ruas de pedra, casarões antigos, muitos (sério, MUITOS) centros culturais independentes, com peças e apresentações artísticas diversas em cartaz e bares. Muitos bares. La Candelária tem um “quê” de Lapa com Santa Teresa, mas com mais opções que os dois bairros cariocas. A Plaza Del Choro de Quevedo é um bom ponto para começar a exploração de bares da região. 

 Plaza Del Choro de Quevedo
Claro que cada pessoa tem seu boteco de estimação e eu, em Bogotá, elegi o Atico, perto da praça, minha segunda casa. Botecao, com caixas de cerveja espalhadas, rock nos alto falantes, bom pracismo, cerveja gelada (a Club Colômbia é a minha preferida, mas a Águila  e a Costeña são as mais populares) e uma chincha maravilhosa.
Perto de La CANDELÁRIA, uma caminhada não muito grande, fica o Mirante Montserrat. Você tem acesso pela estação Las Águas do transMilenium, o sistema de ônibus interligados, tipo os “tubos” de Curitiba. Uma das atrações turísticas de Bogotá, é um complexo de turismo em uma montanha com acesso por um teleférico panorâmico. Tem restaurantes, igreja, lojas e uma vista deslumbrante de toda a cidade.

Vista do mirante de Montserrat

Nesta mesma área fica, aos Domingos, o Mercado de Pulgas San Alejo, um mercado enorme com toda a sorte de coisas e badulaques possíveis – de roupas e tapeçarias a discos e pôsteres de filmes antigos. Saindo pelo centro de Bogotá ainda é possível ver o belo Planetário da cidade e a Plaza de Toros, hoje já desativada, mas com uma fachada que lembra o Coliseum Romano. No centro você conhece uma outra Bogotá: cosmopolita, com prédios modernos, ruas amplas e muita gente caminhando nas ruas, alem de um sistema de transporte publico que flui rápido e funciona.
A noite também tive a chance de conhecer a área mais “nobre”, a chamada Zona Rosa. Lá encontrei vários bares (é cara, o colombiano é um povo que gosta – e muito – de beber) mas com um estilo bem diferente de La Candelária – mais sofisticados e com um publico jovem mais “arrumadinho”. O que não me impediu de descobrir uma pérola em suas ruas arborizadas: o maravilhoso Bogotá Beer Company, com suas “jirafas” de chopp Aguila de 5 litros gelado. E fechar a noite na bela Casa de la Cerveza, com uma variedade de cervejas artesanais linda.
Também pude ir a uma partida do time da cidade, o Milionários (ou Milos, para os "hinchas") no estadio el Campin. Um estadio de médio porte, bem equipado e de fácil acesso pela estação El Campin de onibus. Dentro do estádio há muitas variedades de comidas, mais que em estadios brasileiros. 
Bogotá é uma cidade feita para conhecer a pé. Vale caminhar por suas ruas e conhecer cada canto, cada cafeteria, cada bar e principalmente interagir com o lindo povo colombiano, o mais agradável e alegre que conheci pela América do Sul.

Um comentário:

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