Buenos Aires é, provavelmente, a cidade fora do
Brasil com mais brasileiros por ano. É cada vez mais comum escutar português em
meio as calles da cidade, lotada de conterrâneos ávidos por compras e pela boa
valorização do Real frente ao peso.
Sempre que vamos buscamos lugares diferentes para conhecer e ficar. E para hospedagens, recomendamos fortemente dois locais, voltados aos viajantes de baixo custo como nós:
Um é o Mansion Hostel. Um hostel naquele estilo europeu, sabe? O cara pega um andar de um prédio residencial, adapta os quartos e faz um hostel. Simples, rustico e aconchegante. Mas, principalmente, barato e NO MEIO do burburinho da La Valle.
O outro é o (famoso) Milhouse. É um típico hostel, com o que isso tem de melhor e pior. Quartos confortáveis, acomodações com banheiro boas, preço mais ou menos (mas, mais barato que hotéis) e um bar bem bacana no térreo. Com todo o barulho e agitação juvenil que um bar dentro de um hostel oferece. Mas vale!
Sempre que vamos buscamos lugares diferentes para conhecer e ficar. E para hospedagens, recomendamos fortemente dois locais, voltados aos viajantes de baixo custo como nós:
Um é o Mansion Hostel. Um hostel naquele estilo europeu, sabe? O cara pega um andar de um prédio residencial, adapta os quartos e faz um hostel. Simples, rustico e aconchegante. Mas, principalmente, barato e NO MEIO do burburinho da La Valle.
O outro é o (famoso) Milhouse. É um típico hostel, com o que isso tem de melhor e pior. Quartos confortáveis, acomodações com banheiro boas, preço mais ou menos (mas, mais barato que hotéis) e um bar bem bacana no térreo. Com todo o barulho e agitação juvenil que um bar dentro de um hostel oferece. Mas vale!
Mas para além do que os guias de viagem apontam o
que ver em Bs As? Algumas idas à cidade nos últimos anos nos trouxeram boas
surpresas e algumas dicas.
COMPRAS: as ruas La Valle e Calle
Florida – bem no centrão da cidade, perto da famosa avenida 9 de mayo - são
opções fáceis e abertas até de madrugada, com muitas lojas de roupas e artigos
esportivos, principalmente. Nelas também há muitas cafeterias maravilhosas. Na
La Valle, chamam a atenção os restaurantes ótimos e baratos e as lojas que
abrem tarde – papo de 10 da manhã – e fecham muuuuito tarde também. Até alguns
anos atrás era um lugar bastante tranqüilo, mas hoje em dia é bom ficar de olho
aberto. A crise fez com que após as 11 da noite seja bom ficar com um olho na
missa e outro no padre. Mas nada comparável à paranóia de caminhar pela avenida
Rio Branco, no Rio, na madruga.
Na Calle Florida se localiza a Galeria Pacifico, um shopping improvisado em uma antiga casa que abrigava uma galeria de arte no século passado, e que na reforma recebeu pinturas nas paredes dos principais artistas argentinos e é muito bonita. Do subsolo é possível ver belos desenhos no teto do local. Há um centro cultural dentro do shopping que apresenta, em alguns dias, shows de dança e musica. A programação costuma ficar dentro do próprio centro, em banners.
Galeria Pacífico
A
Av. santa Fé é enorme, tipo N.S. de Copacabana, e vale um bom tempo de
caminhada, pois há dezenas de lojas de grandes grifes com preços convidativos
(Nike, Puma, Adidas, perfumaria, etc), além de uma grande variedade de galerias
e tipos de comércios: roupas, cds e DVDs sapatos, eletrônicos, etc. Uma opção
“rockeira” é a BONDSTREET, estilo galeria do rock, que fica no nº 1670 da Santa fé, quase na esquina com Callao. Para chegar em um bom
ponto de compras na Sta Fé, pegue o metrô linha verde e salte na estação
Callao e desça daí em diante no sentido dos carros. Vá sem pressa,
pois há muito que ver.
Ainda na Sta Fé fica El Ateneo, um antigo teatro que se
tornou uma gigantesca livraria, mas manteve as linhas arquitetônicas clássicas
e que remetem à uma época de ouro da cidade portenha.
El Ateneo
Outra
boa opção, mais voltada às livrarias e cafeterias, é a avenida Corrientes,
com um comércio variado e muitas opções culturais. E é na Corrientes que ficam
padarias maravilhosas que vendem chocolates artesanais. Também na Corrientes,
cerca de 4 quadras depois do obelisco fica a Musimundo, a maior loja de discos
de Bs As (vale uma hora de rolê fácil). Pegar o metrô linha vermelha
saltar na estação uruguay – já é um bom ponto para caminhar e ver
livrarias e confeitarias!
Aos
finais de semana, duas grandes feiras valem a visita: A feira da Recoleta (que
na verdade começa aos Sábados), na praça do bairro (que parece mais uma
feira hippie, mas tem quadros, roupas e badulaques maravilhosos), e a Feira
de San Telmo (sensacional, todos os Domingos, uma rua enorme com
peças de antiquários, roupas, livros, artesanato, mobiliário, peças políticas,
etc). A feira de San Telmo se estende por ruas e ruas indo terminar (ou começar, dependendo do ponto de vista) na Plaza de Mayo. É uma pequena amostra
do universo cultural portenho, não deixe de ir. Lá vale a pena passar quase um
dia todo! Na região de San Telmo aproveite para visitar as cervejarias
artesanais que existem lá e que além das excelentes cervejas locais vende
também uma grande variedade de cervejas belgas e inglesas.
Finalmente,
não deixar de conferir as Outlets de Villa Crespo: Avenida
Córdoba, mais especificamente, pelo trecho que fica entre as ruas Gurruchaga y
Scalabrini Ortiz. Lojas de marcas com preços beeem baixos. Bairro Palermo
viejo.
Para
Beber e comer: Buenos
Aires é a capital mundial das cafeterias. A cada dois passos você encontra uma,
cada uma mais maravilhosa que a outra. Não deixar de experimentar um
”EMPANADO”, salgado típico local - parece uma esfirra, mas muito mais gostosa.
Os restaurantes de San Telmo e da Recoleta são todos excelentes, em especial os
italianos – comemos massas inesquecíveis na Recoleta a custo menor que 40
pesos, isto é menos que 25 reais. Meu restaurante predileto na cidade,
entretanto, ainda é o Los Imortalles, na calle La Valle. Em La Boca há várias
casas de Parrila – o churrasco argentino. Muito apetitoso, mas um pouco
exagerado. Eles trazem a chapa para a mesa empanturrada de carne de todos os
tipos. Os vinhos locais, de vinícolas das províncias de Buenos Aires são ótimos
e um pouco mais baratos. Vale experimentar o “Cuesta Del Madero” e “Pequena
Vasilla”.
Na
Argentina a cerveja quase que só é vendida a litro – há poucas garrafas de
750ml. A Quilmes é a cerveja popular de lá, gostosa. Mas não morra sem procurar
uma das duas sedes da chopperia Buller – no centro, na rua Paraguay (quase na esquina da Calle Reconquista) e na Recoleta – onde se
produz, um chopp de tirar o chapéu (um pouca caro, mas vale cada centavo). Nela
é servida uma régua com todos os tipos de cerveja da casa como amostra.
Régua de provas do Buller
Igualmente
imperdível, para os apreciadores de cervejas artesanais, é um passeio pelo
bairro de San Telmo, que tem excelentes cervejarias artesanais locais. Os pub’s
deste bairro também tem excelentes cervas gringas e argentinas. É a melhor
night, junto com Palermo!
Um programinha clichê, mas imperdível, é tomar um café da manhã no famoso e tradicional Café Tortoni. Arquitetura clássica, ambiente old school e muita tradição. E um café completo que cura qualquer ressaca!
Café Tortoni
Finalmente, não vá embora
sem procurar uma das filiais da sorveteria FREDO, uma experiência inesquecível,
que torna qualquer sorvete brasileiro coisa de criança.
Transportes:
as linhas de ônibus
operam somente com moedas, o que torna difícil andar neles – ou se tem 3 pesos em moeda sou espere para ser maltratado pelo motorista. A melhor opção para se
deslocar é o metrô. Há várias estações e linhas, bem sinalizadas e que cobrem
todo o setor turístico e comercial da cidade, até a meia noite. Os tickets são
comprados nas próprias estações e custam 2,50 pesos. O metrô de
Buenos Aires foi o primeiro da América do Sul, inaugurado em 1913, e é um
símbolo de que a capital já viveu uma época grandiosa no passado. Os vagões são
um charme de tão poéticos. Ladrilhos decoram quase todas as estações, mas hoje
em dia já trazem marcas do passado, com a falta de cuidado e o desgaste do
tempo. Existe um mundo dentro dos metrôs portenhos, com bancas de revistas,
lanchonetes, lojas de roupas e músicos tocando em troca de moedas. Em Buenos
Aires existem 5 linhas de metrô, sendo possível fazer baldeações entre elas. Uma
boa dica são os mapas que ficam na entrada das estações de metrô. Muitos deles
trazem um mapa de toda a cidade e como o passageiro precisa se locomover para
chegar a alguns dos 46 principais pontos históricos.
Outra opção válida são
os táxis, bem mais baratos que aqui (ATUALIZANDO EM 2013: NÃO SÃO MAIS BARATOS COMO ANTES....). Mas quando embarcar em um prepare-se para
dar o endereço em esquinas – por exemplo: “quero ir na avenida santa fé com
Corrientes”. Eles só entendem as coordenadas assim, e não são dos mais
simpáticos.
Na chegada ao aeroporto,
caso você não tenha translado, opte pelos táxis oficiais – você paga uma tarifa
fixa até o centro de Bs As de cerca de 150 pesos. O ônibus que leva ao centro
custa 50 por pessoa, então o táxi sai mais em conta.
Para
visitar: a avenida 9
de Junho e a Plaza de Mayo (principalmente as quintas-feiras à tarde- a partir
da 15 hs, quando ocorre a manifestação das Madres de La Plaza de Maio) são
passeios obrigatórios. Na Plaza de Mayo ficam também o palácio de governo – a
Casa Rosada – e a catedral de Bs AS. Ambas têm passeios guiados.
Um
passeio pela beira do Rio da Plata em Puerto Madero é delicioso, em especial no
fim de tarde, vale fazer com a pessoa ideal ao lado. Caminhar pela Calle
Florida de madrugada sempre reserva surpresas, como casais fazendo shows de
tango ao ar livre. O shopping “Galeria Pacífico” é impressionante, parece uma
galeria de arte, você esquece que está em um shopping, fica perto da calle
florida e vale o passeio.
O
Caminito, em La Boca, tradicional ponto turístico é, de fato, um passeio que
vale uma tarde. Lindas ruas, muuuito comércio e várias galerias de arte ao ar
livre, um charme. A dica é não comprar nas ruas mais badaladas do Caminito e
sim descer até o Porto onde há galpões enormes que vendem as mesmas coisas a
presos bem mais acessíveis. E fique ligado: no Caminito sempre há uma dançarina
ou um dançarino se oferecendo para tirar fotos com o turista. Você chega, elas
te agarram, você fotografa e depois elas te cobram 5 pesos pela foto!! Corra
das moçoilas!
A Recoleta é um elegante e sofisticado bairro
de ruas arborizadas, onde as principais atrações são seus cafés e restaurantes,
antiquários, um complexo cultural e o Cemitério da Recoleta. Todas as ruas
trazem muitas árvores, e na Recoleta é possível encontrar alguns espécimes com
mais de 300 anos. O Centro cultural Recoleta sempre tem boas exposições de
artes plásticas, um pátio com vista para o bairro onde vez ou outra rolam shows
e um belo jardim interno. Mas o bacana é passar uma tarde de Sábado estirado na
grama do jardim da Recoleta, curtindo os shows de musica que rolam, de artistas
locais.
Jardim da Recoleta
Além disso, o estádio La
Bombonera é um passeio obrigatório. O passeio em dias normais pelo campo custa
6 pesos. Em dias de jogos, é torcer pra sobrarem ingressos ou comprar em
agências – 80 dólares em média com translado e ingresso. O Estadio Monumental
de Nuñez, do River Plate, é muito bonito também, mas um pouco mais distante.
San Telmo com seus
antiquários e a famosa estátua da Mafalda (esquina das ruas Defensa com Chile) e os museus de Palermo
são bons passeios também.
Estatua da Mafalda em San Telmo
O Jardim Japonês é uma coisa linda, vale uma tarde
(Av. Figueroa Alcorta y Av. Casares. De metrô, pegar a
linha D, Est. Scalabrini Ortiz. (8 cuadras aprox.)
Particularmente, o "passeio" que mais me mobilizou na cidade até hoje foi a visita ao Espacio Memoria y Derechos Humanos, antiga sede da Escola da Marinha. Trata-se de um lugar em
memória aos torturados da ditadura Argentina. Lá, durante a ditadura, funcionou um dos maiores centros de detenção, tortura e prisão clandestinos do terrorismo de Estado e é um programa obrigatório para os militantes de Direitos Humanos e para todos aqueles que não compartem do esquecimento –
as visitas devem ser agendadas com antecedência pelo e-mail: visitasguiadas@espaciomemoria.ar.
Ainda para os militantes, a Universidade Popular das Madres da Plaza de Mayo, na Plaza de la Independencia (calle Hypolito Yrigoyen) é um bom programa, com uma livraria incrível e toda a historia das MADRES. Quase ao lado da Universidade há um centro Anarquista chamado Punto de Encuentro, da editora Lavaca, que tem cafeteria, roupas artesanais, livros alternativos e políticos, discos e DVD's.
Ainda para os militantes, a Universidade Popular das Madres da Plaza de Mayo, na Plaza de la Independencia (calle Hypolito Yrigoyen) é um bom programa, com uma livraria incrível e toda a historia das MADRES. Quase ao lado da Universidade há um centro Anarquista chamado Punto de Encuentro, da editora Lavaca, que tem cafeteria, roupas artesanais, livros alternativos e políticos, discos e DVD's.
Mas o que
Buenos Aires tem de melhor é a possibilidade de “descobri-la” livremente,
caminhando sem rumo pelas suas ruas.
Night: Em Palermo há bares e pubs do
caralho! A Plaza Cerrado neste bairro tem bons bares a preços convidativos. O
pub “MONDO BIZARRO” (Serrano 1222, palermo), é um bar “muderninho” que toca
Ramones direto – é o meu preferido na viagem! As cafeterias do centro com seus
vinhos artesanais também são boas opções, assim como os bares da praça de san
telmo – com decoração antiga e boa musica. No
microcentro (perto da la Valle) há váários pubs irlandeses, entre as
avenidas Corrientes e Córdoba, além de bares bacanas pra ficar bebendo e
ouvindo musica.
O
famoso “Boliche do Roberto” também é
uma opção para quem quer assistir tango “de raiz”, sem turistas e apenas com os
moradores da cidade (fica na calle Bulnes, 331, em Almagro). Rola as quintas e sextas, a partir das
11 da noite. É um botecão mesmo, mas com um clima intimista e a musica, linda
de morrer!
Boliche Del Roberto
Há
um clube onde, aos Sábados, tem um “baile” em que durante a noite são dadas
aulas de tango, dança de salão, etc. No meio do baile. Se chama La Viruta, e fica no bairro Palermo
Viejo (calle Armenia, 1366). Bem, nos divertimos horrores lá e dançamos pra caramba!





